Cafeteria japonesa vende legítimo café brasileiro

Que tal um cafezinho brasileiro em Tóquio com sabor de história? Ginza não é só o nome de um bairro. Com uma loja de grife em cada esquina, virou sinônimo de elegância, lugar para ver e ser visto. Nenhum passeio a Ginza é completo sem uma parada para um cafezinho. Uma tradição que surgiu há exatamente um século, aqui nesta cafeteria, que abriu as portas em 1910. O nome mostra de onde os japoneses importaram este hábito. Até hoje eles servem o legítimo cafezinho brasileiro.

Publicado por: CaféPoint

Publicado em: - 1 minuto de leitura

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

Que tal um cafezinho brasileiro em Tóquio com sabor de história? Ginza não é só o nome de um bairro. Com uma loja de grife em cada esquina, virou sinônimo de elegância, lugar para ver e ser visto. Nenhum passeio a Ginza é completo sem uma parada para um cafezinho. Uma tradição que surgiu há exatamente um século, aqui nesta cafeteria, que abriu as portas em 1910. O nome mostra de onde os japoneses importaram este hábito. Até hoje eles servem o legítimo cafezinho brasileiro.

Para o cafezinho chegar até aqui, percorreu um longo caminho, passou por uma história que mistura persistência e acaso. O responsável foi Ryo Mizuno, o mesmo homem que organizou a viagem do Kasato Maru, o navio que levou o primeiro grupo de japoneses para o Brasil. Fazer essas viagens era caro e a empresa dele quase faliu. São Paulo precisava dos japoneses e o governo do estado resolveu ajudar Mizuno, fornecendo sacas de café de graça por um ano. Ele trouxe os grãos para o Japão e tentou vender aqui. A experiência foi um desastre.

"Ninguém sabia o que era café. Todo mundo achou o líquido muito negro, muito amargo", conta", conta Taizo Hasegawa. Taizo Hasegawa, herdeiro do Café Paulista, conta que Mizuno não desistiu e mandou dois funcionários a Paris, pesquisar como funcionavam as famosas cafeterias da capital francesa. Quando eles voltaram, Mizuno construiu uma cafeteria com jeito parisiense, mas nome brasileiro, uma homenagem a quem o ajudou a descobrir o café. Dessa vez, a moda pegou.

"Artistas, estudantes, escritores, todos que queriam aprender essa coisa ocidental, todos queriam provar o café", conta Taizo Hasegawa. Durante décadas, o café seguiu sendo o lugar das celebridades. Quando John Lennon e Yoko Ono estavam em Tóquio, não deixavam de dar uma passadinha aqui. De lembrança, ele deixou um prato autografado, que está guardado num cofre.

Hoje Tóquio é uma das cidades com mais cafeterias no mundo. O café é vendido em máquinas automáticas espalhadas pelas ruas. O Japão é o terceiro maior importador de café do planeta e inventou novidades como o café com gelo, que os japoneses adoram beber no verão. O Café Paulista virou atração turística. Quem passa pelo local quer levar uma lembrança do lugar que conquistou um Beatle e um país inteiro com um gostinho do Brasil.

A reportagem é do Bom Dia Brasil, adaptada pela Equipe CaféPoint.
Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

Publicado por:

Foto CaféPoint

CaféPoint

O CaféPoint é o portal da cafeicultura no Brasil. Contém análises de mercado, perspectivas, cotações, notícias e espaço para interação dos leitores, além de artigos técnicos que abordam produção, industrialização e consumo de café. Acesse!

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe CaféPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.