Cafés especiais representam 3% do total da produção nacional do Peru

O presidente da Sierra Exportadora, Alfonso Velásquez, que destacou a importância de promover o cultivo.

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Os cafés especiais, cultivados a mais de 1000 metros sobre o nível do mar, representam 3% do total dos cultivos desse grão no Peru, disse hoje o presidente da Sierra Exportadora, Alfonso Velásquez, que destacou a importância de promover seu cultivo.

Ele participou da cerimônia de reconhecimento, organizada pela Sierra Exportadora e pelo município de Villa Rica, aos produtores que participaram com êxito do II Concurso Internacional de Cafés Torrados de origem – AVPA Paris 2016.

Eles ganharam 20 medalhas (ouro, bronze, prata e gourmet), com o que o Peru ocupou o segundo lugar no quadro de países com mais medalhas, depois da Colômbia.

Velázquez ressaltou o trabalho dos cafeicultores das regiões de Pasco, Junín, Puno e Amazonas, e estimulou mais produtores a cultivar cafés especiais e que deem maior valor agregado, pois isso supor um melhor rendimento.

“O quintal (saca de 46 quilos) de café em grão verde está entre 5 e 7,30 sóis (US$ 1,5 a 2,19), enquanto que o café especial torrado pode chegar a 80 sóis (US$ 24) o quilo, essa é uma grande diferença”.

Por esse motivo, lançou o desafio de aproveitar as oportunidades de negócios, pois a demanda mundial privilegia os cafés de fazenda, microlotes e grãos torrados na origem.

Ele disse também que um café de qualidade pode ser vendido em qualquer parte do mundo e se ganharem prêmios, o céu é o limite.

Valásquez destacou o papel dos produtores no concurso organizado pela Agência para Valorização de Produtos Agrícolas (AVPA), assim como da torrefadora Bisetti, cujo trabalho (torra do grão) foi chave para obter as medalhas.

O prefeito de Villa Rica, Jhonny Inga, disse que seu distrito tem 8.000 hectares de cafés especiais, que poderiam se somar a outros 80.000 hectares, mas isso depende do mercado e dos preços oferecidos. “A participação em feiras e ganhar concursos como o AVAP nos ajudará que o preço reflita a qualidade”.

Ele ressaltou que a produtividade em Villa Rica é a mais alta a nível nacional, conseguindo entre 40 e 60 quintais por hectare. O que se tem conseguido graças à inovação, manejo de nutrição vegetal e uso de maquinaria, tudo o que permitiu a rastreabilidade da produção e sua articulação comercial.

Inga disse, ainda, que 98% da população de Villa Rica depende da atividade cafeeira e que a produção é de 130.000 quintais por ano.

As informações são do Andina/ Tradução por Juliana Santin 
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