“Ele tem aromas únicos. É rico, com aroma de frutas tropicais. Ele tem um enorme brilho na xícara – doce e uma coisa superinteressante”, disse o diretor executivo da Associação de Cafés Especiais da América, localizada em Long Beach, Califórnia, Ric Rhinehart. “As pessoas apreciadoras de café estão simplesmente apaixonadas por ele”.
Só não espere que isso se torne um blend para todo dia, disse a diretora de café do Green Mountain Coffee, Lindsay Bolger. “Não pode, porque é limitado e obviamente não seremos capazes de tê-lo durante o ano todo”. Porém, quando você realmente “está buscando uma experiência muito singular, muito única, muito refinada com seu café, essa é uma forma maravilhosa e conveniente de trazer isso para os apreciadores de café”.
Os grãos Geisha são originários do distrito de Gesha (sem o “i”) na Etiópia, o que justifica seu nome. Não há ligação literal com as elegantes anfitriãs japonesas, apesar de Bolger ver uma afinidade figurativa, já que o café é “muito delicado, puro, a expressão de sabor é refinada, elegante, muito adorável”.
A planta foi levada à América Central em algum momento e se tornou sensação durante a última década, após uma fazenda panamenha, Hacienda La Esmeralda, oferecer os grãos em um leilão.
O fundador da Blue Bottle Coffee, uma rede pequena e sofisticada da região da Baia de São Francisco – que também tem lojas na cidade de Nova York -, James Freeman, está entre as pessoas que se impressionaram com o café Geisha quando ele surgiu. A companhia agora vende embalagens dos grãos além do café já pronto, por US$ 7 a xícara.
“Estamos tendo um grande retorno sobre o quão distinto ele é”, disse Freeman. “Um bom Geisha é muito diferente de qualquer outro café que você já experimentou, de forma que é muito memorável. Não é uma coisa fina para conhecedores apenas”.
Por que o preço tão alto? Não somente a planta Geisha produz relativamente poucos grãos, mas também, é sensível a solos e clima. “Plante-a em um local e ela será especial, experimente em outro e terá café comum”, disse Bolger. “Ela requer condições certas e requer tratamento muito cuidadoso”.
Na Green Mountain, o Columbia Geisha está sendo vendido em caixas com 18 embalagens K-cup a US$ 31,99, que significa um preço de cerca de US$ 1,80 por xícara. A Blue Bottle está vendendo embalagens de 150 gramas por US$ 25, com cada embalagem produzindo oito a 10 porções.
O que Freeman gosta na tendência do Geisha é que os consumidores estão reconhecendo o nome e ficando interessados no conceito de buscar diferentes tipos de grãos. “Está fazendo as pessoas prestarem atenção. Não é uma coisa de 99 centavos que sai de uma torneira”.
A reportagem é do Associated Press, traduzida e adaptada pelo CaféPoint.