Cafeína pode desencadear crises de pânico

Quem sofre de síndrome do pânico deve tomar cuidado com a cafeína. A síndrome acomete de 2% a 3% da população mundial, geralmente mulheres, e a cafeína pode desencadear ataques ou crises nos pacientes. Foi o que mostrou uma pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que investigou a relação entre o pânico e o consumo de café.

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Quem sofre de síndrome do pânico deve tomar cuidado com a cafeína. A síndrome acomete de 2% a 3% da população mundial, geralmente mulheres, e a cafeína pode desencadear ataques ou crises nos pacientes. Foi o que mostrou uma pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que investigou a relação entre o pânico e o consumo de café.

"É conhecido o fato de que o café gera ansiedade. Estudos já demonstraram também que os pacientes com transtorno de pânico podem ter uma resposta exacerbada a doses altas de café", explicou o psiquiatra e professor da Faculdade de Medicina da UFRJ, Antonio Egídio Nardi. "O objetivo da pesquisa era descobrir e descrever a reação à cafeína em diferentes subtipos de transtornos de pânico", informou.

A pesquisa avaliou diferentes grupos de pessoas antes e depois do consumo de 480 mg de cafeína, que equivale a mais ou menos cinco xícaras de café expresso. Essa quantidade é considerada elevada e, por isso, foi usada como parâmetro para avaliar a ação da cafeína em portadores de diferentes transtornos de ansiedade e depressão. Os grupos investigados tinham pânico, depressão maior, pânico com depressão maior ou nenhum transtorno mental. A relação entre pânico e o consumo de cafeína ficou ainda mais evidente após essa pesquisa, publicada na revista norte-americana Comprehensive Psychiatry.

O grupo de pessoas que tinha pânico ou depressão maior associada ao pânico apresentou mais crises após o consumo de cafeína do que o grupo com depressão maior sem pânico e o grupo controle. "Esse resultado demonstra que os pacientes com pânico, com ou sem depressão, são mais sensíveis a altas doses de cafeína que a população geral ou até mesmo que portadores de depressão maior sem pânico", detalhou o especialista.

Vale ressaltar que apesar de estar mais associado ao café, a cafeína também é encontrada no chá, em refrigerantes, bebidas energéticas, chocolate e até em alguns medicamentos. "Para os portadores de pânico que apresentarem uma maior sensibilidade à cafeína, recomenda-se evitar essa substância nas suas mais diversas apresentações", destacou o psiquiatra.

As informações são da assessoria de imprensa.
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Alemar Braga Rena
ALEMAR BRAGA RENA

VIÇOSA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 12/12/2007

Caro Rodrigo

Gostaria de receber por e-mail cópia deste artigo publicado na "Comprehensive Psychiatry" . Notícias como esta podem ser mais danosas que a queda do dolar ou a ferrugem, e devem ser muito bem fundamentadas no tocante à metodologia, especialmente a estatística. Espero que os autores tenham consciência disto, principalmente se brasileiros e com recursos do FUNCAFÉ. Em princípio, não estou contra nada, só quero ter certeza de que a pesquisa permite tais afirmações.

Rena
PhD em Biologia, Universidade de Illinois