A posição do café no México durante os últimos 17 anos vem sofrendo altos e baixos devido ao rompimento do convênio internacional do café e ao desaparecimento dos preços de garantia, em virtude de que, a partir de 1989, os produtores entraram em um regime de livre mercado, o que levou a uma baixa no valor do grão, segundo informou o presidente da União Nacional de Produtores de Café, Eleuterio González Martínez.
Segundo ele, nos últimos 17 anos, a produção de café variou tanto na produção como no preço, mas a produção nacional aproximada foi de cerca de 4,5 milhões de sacas de 60 quilos, dos quais 3,5 milhões de sacas foram exportadas. Houve grande variação no valor das exportações, variando desde cerca de US$ 668 milhões anuais, em alguns anos, a US$ 280 milhões, noutros, devido à competição de livre mercado e ao fato de o México vender café verde sem industrializar.
No entanto, Martínez disse que a atividade vem sendo estratégica para a geração de empregos no México, ocupando mais de 486 mil famílias, e a única coisa necessária para gerar mais recursos ao setor cafeeiro é uma maior promoção para seu consumo entre as famílias mexicanas.
Ele disse que o principal objetivo da União é criar instrumentos de promoção para este produto, bem como capacitar os produtores para que possam industrializar e comercializar o café, gerando mais vendas e, conseqüentemente, mais lucros.
Ele disse que existem 12 estados no México que produzem café, sendo que em quatro deles - Chiapas em primeiro lugar, Veracruz em segundo, Oaxaca em terceiro e Puebla em quarto - são produzidos 98% de toda a produção nacional.
A reportagem é de Julio Martínez para o site Noticias-oax.com.mx.
Cafeicultura mexicana tem altos e baixos
A posição do café no México durante os últimos 17 anos vem sofrendo altos e baixos devido ao rompimento do convênio internacional do café e ao desaparecimento dos preços de garantia.
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