Cafeicultura em crise perde área plantada
Brasil colhe 39 milhões de sacas de café e erradica 76.886 hectares; custo de produção elevado e preços sem alterações motivam derrubada dos cafezais. Esta temporada é de bienalidade negativa, quando há redução na colheita. Eledon Pereira Oliveira, técnico da área de avaliação de safras da Conab, explica que é normal haver diminuição da safra na bienalidade negativa, mas que este ano houve problemas com estiagem e excesso de chuvas o que agravou a situação.
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Eledon Pereira Oliveira, técnico da área de avaliação de safras da Conab, explica que é normal haver diminuição da safra na bienalidade negativa, mas que este ano houve problemas durante a evolução do ciclo do café com estiagem e excesso de chuvas o que agravou a situação. "A expectativa para o próximo ano é boa. As avaliações prévias estão sendo favoráveis, mas ainda é cedo para falar, para ter uma ideia mais realista somente em março ou abril de 2010, período de maturação da colheita".
A grande quantidade de chuvas registrada nos últimos meses, coincidiu com as fases de maturação e colheita e comprometeu os processos de colheita e secagem, o que resultou em um maior volume de café com qualidade inferior. A produção do café arábica, o mais cultivado no país, com 73,1% da produção total, ficou em 28,9 milhões de sacas, redução de 18,5%, ou decréscimo de 6,62 milhões de sacas. Minas é o maior produtor, com 19,60 milhões de sacas, ou 68,08% do total. Já o tipo conilon (robusta) é responsável por 26,9% da colheita nacional, com 10,60 milhões de sacas. As principais quedas foram registradas em Minas Gerais (-16,8%) ou 3,95 milhões de sacas; Paraná (-43,8%) ou 1,14 milhão de sacas e São Paulo (-22,6%) ou 997 mil sacas.
O analista de mercado da Conab Jorge Queiroz, diz que os produtores de café passam por uma situação complicada em função dos custos elevados de produção e os valores estáveis para a venda. "Há quatro anos se mantém a média de preços, mas os custos de produção têm se elevado, o que levou muitos cafeicultores a não fazerem os investimentos necessários na cultura".
Segundo Queiroz, está aumentando o consumo de café no mundo o que pode levar a um aumento nos preços. Ele informa que em 2009/2010 devem ser exportadas entre 30 e 31 milhões de sacas de café e o consumo interno, que em 2009 foi de 17 milhões de sacas, deve chegar em 2010 a 17,5 milhões. "Nessa safra colhemos 39 milhões de sacas, para a próxima, que será de maior produtividade, estou projetando uma queda de 4% em relação a de 2008 ficando em 44 milhões de sacas".
A redução nas áreas de plantio é uma grande preocupação para os envolvidos com o setor. Dados da Conab mostram uma redução de 3,54% da superfície de 2.169.795 hectares (ha), existentes na safra 2008, ou seja, foram erradicados 76.886 ha. O levantamento mostra que a maior área está em Minas Gerais, com 1 milhão ha, onde o arábica ocupa 98,6%. O solo mineiro representa 48,1% da área total cultivada, a maior no país. Espírito Santo é o segundo, com 479,80 mil ha.
A reportagem é do jornal Folha de Londrina, resumida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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SÃO SEBASTIÃO DA GRAMA - SÃO PAULO
EM 07/01/2010
O governo precisa, e rápido, executar uma política agrícola forte, deixar que as grandes compradoras manipulem os preços é deixar o produtor a deriva ... tá certo que falta união dos produtores para cobrar isso ... mas nossos "representantes no governo" já sabem e vivem isso.
No meu ver, as grandes compradoras manipulam os preços através da compra de contratos, especulando com um produto que "praticamente" está em falta, principalmente cafés de qualidade e especiais. É a hora também do produtor investir em qualidade e "tentar" fazer melhores negócios.
Como o sr. Fausto lembrou, a pergunta é: onde estão aqueles que nos votamos para tratar de nossos interesses perante o Governo?????

VILA VELHA - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 04/01/2010
Nós produtores de café não estamos ganhando nada e já faz um bom tempo, o mercado está se sustentando em movimentos futuros porém não encontrará chão em pouco tempo, quando vier a realizar e precisar do bem físico. (café a R$250,00 mal cobre o custo de produção). A isto soma-se aqueles produtores que já não aguentam mais custear a suas lavouras e que estão parando de investir até no trato primário. O que levará a uma quebra na produção, e onde poderemos perder Market-Share. Basta ver o estoque de passagem 2009/2010, este não cobre um mes de consumo.
A pergunta é, até onde vamos sem uma politica definida para a agricultura?
SÃO SEBASTIÃO DA GRAMA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 29/12/2009

MATIPÓ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 26/12/2009
SÃO SEBASTIÃO DA GRAMA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 23/12/2009