Cafeicultura do Paraná pede socorro
O custo de produção do café no Paraná é um dos mais altos do Brasil e o preço de venda um dos mais baixos. Aliada à falta da mão de obra e à dificuldade de crédito, a situação vem se agravando a cada ano e colocando a cafeicultura em risco no Estado Para buscar soluções, representantes de diversos órgãos e entidades estão se mobilizando.
Publicado por: CaféPoint
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''O objetivo é estudar a reestruturação ou reconversão da cafeicultura no Paraná Com o modelo atual, o produtor dificilmente consegue lucro'', afirma Breno Pereira Mesquita, presidente da Comissão Nacional de Café da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) Segundo ele, o custo de produção no Paraná é 25% superior ao do Sul de Minas Gerais
Ele esteve em Londrina nesta semana participando de uma reunião, na sede do Sindicato Rural Patronal de Londrina, com representantes da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Emater, Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Secretaria de Estado da Agricultura (Seab/Deral) e sindicatos rurais da região
A discussão passa por quatro pontos básicos: gestão, crédito, endividamento e modelo tecnológico Segundo Walter Ferreira Lima, presidente da Comissão Estadual de Café da Faep, os pontos levantados na discussão técnica devem ser levados, em dezembro, para Brasília e para a comissão de transição do governo do Estado
A meta é obter recursos para a reestruturação da cafeicultura no Estado para investir, entre outro pontos, na mecanização O apoio do poder público é fundamental, já que a maior parte da produção está nas mãos de pequenos produtores, que não têm recursos para investir em máquinas e adaptação das lavouras ''Hoje a mecanização é muito importante, pois diminui o custo de produção'', diz Walter Lima, sem citar valores
Segundo Paulo Franzini, responsável pela área de café da Seab/Deral, a preocupação do governo do Paraná é estancar a erradicação do café no Estado E a mecanização é um dos caminhos, já que a mão de obra é cara para o produtor e escassa ''É possível mecanizar lavouras adensadas e, hoje, sabemos que já existem empresas que produzem máquinas colheitadeiras adaptadas ao pequeno produtor'', observa Franzini
Outros pontos observados por Franzini são o aumento de produtividade e o investimento em uma bebida de qualidade para que o produtor consiga maior renda ''Na safra 2010 o Paraná alcançou produtividade média de 28 sacas por hectare Um ponto de equilíbrio seria em torno de 35 sacas/ha'', destaca
As dificuldades enfrentadas pelos produtores aliadas a problemas climáticos provocaram redução da área plantada de café no Estado nos últimos anos
As informações são de Gisele Mendonça, para o jornal Folha de Londrina, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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CANAVIEIRAS - BAHIA - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 29/11/2010
Sdçs
Amúlio Loureiro
MARUMBI - PARANÁ - PROVA/ESPECIALISTA EM QUALIDADE DE CAFÉ
EM 29/11/2010
"Nas montanhas do Sul de Minas, plantar café não é para quem quer, é para quem tem coragem de trabalhar."
Realmente existe uma diferença de preço para o café paranaense "tipo 6-bebida dura" em relação ao do Sul de Minas, porque será se tipo e bebida são semelhantes??? Só pelas nuances???