Apesar de o Ministério de Agricultura e Terras da Venezuela ter altas expectativas com relação à produção de café desse ano, os cafeicultores se mostram pouco otimistas com os rendimentos. As chuvas prolongadas nas zonas produtivas impediram que as plantas florescessem, o que se traduzirá no final do ciclo em menos grãos disponíveis.
Estima-se que a produção correspondente para esse ano ficará em 800.000 quintais de café (613,33 mil sacas de 60 quilos) com relação à um milhão de quintais (766,66 mil sacas) produzidas no ano passado. Diante desse panorama pouco animador, representantes do setor cafeicultor estimam que o governo nacional deverá importar cerca de um milhão de quintais no próximo ano para atender as necessidades da indústria processadora.
No entanto, o vice-ministro da Agricultura, Yván Gil, disse na semana passada que, nesse ano, o Governo venezuelano não importou "nem um grão de café" e desestimou a necessidade de seguir comprando o produto no exterior.
A diminuição da produção nacional não somente teria incidência na produção de café moído ao consumidor, mas também, nos rendimentos dos produtores que atualmente estão seriamente afetados pela falta de receitas.
Os preços do café vêm caindo desde 2004, o que tem deixado em desvantagem o setor com relação a outros mercados da região, o que obriga muitos cafeicultores a mudar de atividade, caindo a quantidade de hectares cultivadas.
A reportagem é do El Universal, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
Cafeicultores venezuelanos preveem colheita menor em 2011
Apesar de o Ministério de Agricultura e Terras da Venezuela ter altas expectativas com relação à produção de café desse ano, os cafeicultores se mostram pouco otimistas com os rendimentos. As chuvas prolongadas nas zonas produtivas impediram que as plantas florescessem, o que se traduzirá no final do ciclo em menos grãos disponíveis.
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