A expectativa de quebra de safra em mais de 10% e a seca, estão levando o cafeicultor a segurar a produção, mesmo com os preços em alta. "O produtor está procurando segurar o café mesmo com a melhora dos preços porque não sabe quanto vai colher no ano que vem", disse o gerente comercial da Cooperativa Agroindustrial (Cocamar), Ademir Volpato.
Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) o prejuízo só não foi maior no Paraná porque a umidade do solo permitiu a abertura de floradas em cerca de 40% do parque cafeeiro do estado.
A situação mais crítica é a do sul de Minas Gerais, responsável pela metade da produção de arábica do Brasil. "Nós estamos entrando no alerta vermelho", afirmou o gerente de Desenvolvimento Técnico da Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), Joaquim Goulart. Segundo ele, o armazenamento hídrico da região que engloba a cooperativa é de 21 mm, enquanto o ideal seria 100 mm. O déficit hídrico acumulado já ultrapassa 109 mm.
Já o déficit no Cerrado é de 300 mm e se não tiver irrigação, está totalmente comprometida.
O controle de pragas também está mais difícil com a falta de chuvas, como o chumbinho-amarelo por exemplo, o que pode levar a perdas ainda maiores na próxima safra. "Alguns produtores estão tentando sanar o problema, mas não estão tendo muito sucesso", disse Volpato.
As informações são de reportagem do Diário do Comércio e Indústria/SP.
Cafeicultores seguram a produção para formar estoque
A expectativa de quebra de safra em mais de 10% e a seca, estão levando o cafeicultor a segurar a produção, mesmo com os preços em alta. "O produtor está procurando segurar o café mesmo com a melhora dos preços porque não sabe quanto vai colher no ano que vem", disse o gerente comercial da Cooperativa Agroindustrial (Cocamar), Ademir Volpato.
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