Cafeicultores falam de perdas de até 20% para 2008

O setor cafeeiro paulista já estima uma média de 5% de perdas da safra 2008 devido à seca no estado, que já dura 70 dias. Alguns produtores da região de Franca falam até em perdas de 20%. "Com a chuva forte que houve em julho, seguida de uma elevação da temperatura, o café "pensou" que era época de florescer. A florada atrapalhou o ciclo do café. Ele vai florescer de novo e terá frutos misturados no pé, verdes e maduros. Isso atrapalha a qualidade do café e da bebida", disse o diretor do Cepagri (Centro de Ensino e Pesquisa em Agricultura), da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Hilton Silveira Pinto.

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O setor cafeeiro paulista já estima uma média de 5% de perdas da safra 2008 devido à seca no estado, que já dura 70 dias. Alguns produtores da região de Franca falam até em perdas de 20%.

O problema é que, sem chuvas satisfatórias desde 26 de julho, os cafezais terão a mistura de frutos novos com velhos nos pés no próximo ano. E isso vai acontecer por causa dos efeitos de uma chuva forte em julho. "Com a chuva forte que houve em julho, seguida de uma elevação da temperatura, o café "pensou" que era época de florescer. A florada atrapalhou o ciclo do café. Ele vai florescer de novo e terá frutos misturados no pé, verdes e maduros. Isso atrapalha a qualidade do café e da bebida", disse o diretor do Cepagri (Centro de Ensino e Pesquisa em Agricultura), da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Hilton Silveira Pinto.

O produtor Manoel Oliveira Lima, que também é administrador de uma fazenda de 1.040 hectares de café em Ribeirão Corrente, está pessimista. "Na média, a perda foi de 20%, mas há alguns cafezais em que o prejuízo atinge 50% porque alguns pés estão quase perdidos", afirmou. Ele estima que o prejuízo mínimo na propriedade de 2,7 milhões de pés de café será de R$ 1,5 milhão.

Já o produtor José Mário Marques afirmou que as perdas em seu cafezal de 50 hectares, em Ubiraci (MG), somam 15% até agora. "Os institutos de meteorologia não prevêem chuva nos próximos sete ou oito dias, o que é muito ruim para a maioria dos produtores", ressaltou.

As informações são de Marcelo Toledo da Folha de S.Paulo.
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Jair Monte
JAIR MONTE

GOVERNADOR VALADARES - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 15/10/2007

Após a crise dos preços baixos nos anos anteriores, o cafeicultor mineiro criou uma pequena perspectiva com a reação dos preços em 2007, pois imaginava que ia poder equilibrar as contas de suas empresas, quando são pegos de surpresas com a seca deste ano, começa novo retrocesso no setor e volta tudo como era antes, o cafeicultor descapitalizado e sem força de trabalho. Como está a auto-estima desse produtor?

O Presidente diz que é preciso colocar alimentos baratos na mesa do consumidor, e quem vai produzir? Quando será que nós que produzimos alimentos teremos valor?

Diretores da FAEMG e lideranças da cafeicultura mineira e nacional foram recebidos pelo governador Aécio Neves para tratar da recuperação da renda do setor apontando as perdas de renda dos cafeicultores e o aumento dos custos de produção.

O governador prometeu apoio à causa dos cafeicultores, deixando os participantes esperançosos. Algumas reivindicações foram apresentadas ao congresso nacional para reestruturação da cafeicultura como seguem:

- Revisão do saldo devedor da securitização e pesa das dívidas transferidas para a União apresentado pela instituição financeira;

- Prorrogação do prazo de pagamento das parcelas de securitização e pesa vencidas, com direito a aplicação de bônus de normalidade e dispensa de multa em, pelo menos, dez prestações anuais sucessivas;

- Renegociação do Funcafé em condições compatíveis com a real capacidade de pagamento do setor;

- Aplicação de taxas de juros bancários em crédito rural não superior a 4,5% ao ano;

- Priorização da aplicação do seguro rural para a cafeicultura mineira;

- Desoneração da tributação do IPIU nas Máquinas e Implementos Agrícolas.

A cafeicultura é muito importante para a economia do país e não pode ser deixada à margem.

Nos últimos dez anos, os custos de produção com insumos e mão-de-obra aumentaram 130%, enquanto que a renda não passou dos 30%. Para onde vamos?

Jair Monte, produtor de café e frutas.
Geraldo Evangelista da Silva Filho
GERALDO EVANGELISTA DA SILVA FILHO

CAPELINHA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 13/10/2007

Prezado Dr. João Carlos.

Quero parabenizá - lo pelo seu comentário. Infelizmente o mercado globalizado e especulativo sobrepõe a toda e qualquer previsão que nós consultores e produtores fizermos.

Não seria a hora de reativar nosso glorioso IBC bem moderno e estruturado para gerir as questões relativas ao café no Brasil?

Geraldo Evangelista da Silva Filho.
João Carlos Remedio
JOÃO CARLOS REMEDIO

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 09/10/2007

Infelizmente, nós produtores que estamos em contato direto com nossas lavouras até podemos fazer alguma previsão. Embora, neste mercado globalizado, especulativo e predatório, as previsões que realmente funcionam nunca serão as do "homem do campo".

Pouco importa se nossas lavouras estão sendo queimadas, se nossas perdas chegarão a 10%, 20% ou 30%. O que importa para os setores especulativos é que, em algum momento, irá chover e acabará o problema. As nossas lavouras se recuperarão como em um "passe de mágica" e tudo estará resolvido. Como é difícil ser produtor! João Carlos Remédio.