Cafeicultores do Paraná buscam recursos do governo federal

Lideranças da cafeicultura do Paraná querem que o governo federal libere recursos para a implantação de novos pés de café. A atividade no Estado, que já vem registrando queda de área nos últimos anos diante dos altos custos de produção e concorrência com outras culturas, teve perdas de qualidade com as chuvas registradas na colheita deste ano (safra 2013/14) e o potencial produtivo para a próxima temporada afetado com as geadas neste inverno, segundo o Valor Econômico.

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Lideranças da cafeicultura do Paraná querem que o governo federal libere recursos para a implantação de novos pés de café. A atividade no Estado, que já vem registrando queda de área nos últimos anos diante dos altos custos de produção e concorrência com outras culturas, teve perdas de qualidade com as chuvas registradas na colheita deste ano (safra 2013/14) e o potencial produtivo para a próxima temporada afetado com as geadas neste inverno, segundo o Valor Econômico.

Pelos cálculos do Departamento de Economia Rural (Deral), ligado à secretaria estadual de Agricultura, cerca de 20% da área total com o grão no Paraná (em torno de 82 mil hectares) será erradicada.

A Câmara Setorial do Café do Paraná já encaminhou há cerca de 30 dias ao Ministério da Agricultura e Ministério do Desenvolvimento Agrário o pedido de uma linha de crédito para implantação de novos pés de café, no valor de R$ 8 mil por hectare. A expectativa é que cerca de 20 mil hectares sejam replantados, o que totalizaria R$ 160 milhões, afirma Walter Ferreira Lima, gerente da Câmara Setorial de Café do Paraná e presidente da Comissão de Café da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado (Faep).

Segundo Lima disse ao Valor, o Ministério da Agricultura sinalizou que a proposta está sendo “encaminhada”. O setor também pediu a redução de juros — de 5,5% para 3,5% — das linhas de crédito do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), principalmente voltadas à renovação e poda dos cafezais.

As demandas da atividade foram discutidas nesta terça-feira em uma reunião extraordinária da Câmara Setorial do Café do Paraná, em Londrina, no norte do Estado.

Conforme Lima, as áreas de café mais velhas, com mais de 15 anos de idade, têm produtividade baixa e precisam ser erradicadas e substituídas com novos plantios do grão. Mas a orientação é que o produtor faça o novo plantio com espaçamento correto que permita a mecanização.

Atualmente, o custo médio variável de produção no Estado (o que o produtor gasta diretamente na lavoura) é em torno de R$ 340 a R$ 350 por saca, enquanto o preço pago é de R$ 220 a R$ 230 por saca pelo café de melhor qualidade, disse Lima ao valor.

Outra proposta do setor é que o governo estadual reduza o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) sobre o café no Estado. Segundo Lima, o pleito será “formatado” e enviado ao governo do Paraná.

As informações são do Valor Econômico, adaptadas pelo CafePoint
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eli valera nabanete
ELI VALERA NABANETE

MARUMBI - PARANÁ - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 24/10/2013

Concordo contigo Lange. Não adianta nada ficarmos renovando ou replantando lavoura nova.Eu erradiquei 50% de minha lavoura de café Mas se os preços não melhorarem sera erradicado todos os pes. Acabou-se uma historia de amor que começou em 1948 com os meus avos.Fazer o que??
Francisco Sérgio Lange
FRANCISCO SÉRGIO LANGE

DIVINOLÂNDIA - SÃO PAULO

EM 23/10/2013

Ao inves de replantarem o melhor seria receber este mesmos 8mil para erradicarem.