Foto: Alexia Santi/ Agência Ophelia
De acordo com Arenas, a Guatemala já possui mercado para o conilon, uma vez que o México tem pedido para o país o referente a 766 mil sacas de 60 quilos da espécie. A Itália também é uma opção de venda, já que não compra mais café da África. Na ocasião, o presidente defendeu a manutenção dos cafés arábica, para não perder o nicho de mercado que tem um preço maior, devido à qualidade.
Outro plano é a renovação total das plantas cafeeiras por outras resistentes à ferrugem, porém, para isso, seria necessário um investimento de cerca de US$ 1 bilhão.
Para o especialista do Centro de Pesquisa do Café, Sergio Morales, ambas as variedades de café têm suas qualidades. O arábica tem maior atrativo em preços, por seus sabores e acidez, e o conilon rende mais para a produção de espresso e instantâneo, sendo apto para áreas de altitude menor que 1000 metros acima do nível do mar.
Falta de apoio
Durante o Congresso, a falta de apoio dos governos e a falta de crédito por parte do setor financeiro foi discutida. Dados divulgados pela Anacafé em julho mostram que apenas 15% do parque cafeeiro foi renovado por plantas resistentes a ferrugem. Dos 308 mil hectares de plantas de café, 45,25 foram renovados no custo de US$ 4 mil por planta. Para modificar o restante, será necessário US$ 1,5 milhão.
As informações são do Prensa Libre / Tradução Juliana Santin