Cafeicultores cobram do governo medidas emergenciais
Produtores e lideranças da cafeicultura defendem que o momento requer ações emergenciais por parte do governo federal para conter as grandes perdas do preço do café. Carta e proposta abertas, desenvolvidas por instituições representativas do setor em Minas Gerais, estão sendo veiculadas em mídias sociais e especializadas, direcionadas à presidente Dilma Rousseff. "Chegamos no limite".
Publicado por: CaféPoint
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O presidente da Cocatrel, uma das cooperativas que assinam o vídeo, disse que é necessário sensibilizar o governo federal. “O governo está longe da nossa realidade. Quem está sentado lá em Brasília não sabe o que o produtor está passando. Não sabem que essa crise vai comprometer o produtor, o trabalhador, empregos, o comércio das cidades produtoras”, argumentou.
O presidente da cooperativa de café Minasul, Osvaldo Henrique Paiva Ribeiro, disse que “os dirigentes de cooperativas vão continuar se mobilizando, exigindo do governo ações que precisamos para ter êxito no setor, mantendo a cafeicultura com seu nível de emprego e fazendo a distribuição de renda que o setor faz no país”.
Para o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Varginha e presidente da Associação dos Produtores Rurais do Sul de Minas (ASSUL), Arnaldo Bottrel Reis, “os governos, federal e estadual, não fazem o dever de casa. Todas as classes se unem para lutar, obviamente de forma ordeira, para levar suas pautas aos ministérios. Isso não acontece com o produtor de café”, reclama o presidente do sindicato.
“A indústria automobilística quando vê seu pátio lotado de carros, o que faz? Corre para reclamar ação do governo e é atendida. Por que o produtor de café não pode fazer o mesmo? Todas as vezes que tentamos, somos vistos como chorões que vão até Brasília com o pires na mão”, compara Francisco, da Cocatrel, que disse que as cooperativas estão protegendo seus funcionários. “A Cocatrel deve ser a maior contribuinte do INSS de Varginha e o governo não percebe isso”.
O presidente da Cooparaiso, Carlos Melles disse que a situação retrata que “sem uma resposta efetiva do governo, nas regiões produtoras existe de forma crescente a opinião de que há um descaso muito forte com a política do café, e de que não é mais possível que se pratique a venda do café abaixo do custo de produção. Os produtores cobram uma ação pública na tentativa de sensibilizar o governo para a adoção de medidas técnicas e políticas fundamentais e em caráter de urgência, o qual as cooperativas e sindicatos já formalizaram sem sucesso e agora tornam público, por intermédio dos veículos de comunicação, conforme o vídeo que está sendo veiculado”, enfatizou.
O produtor de café José dos Reis disse que se o governo fizesse, “pelo menos, o que está sendo pedido no vídeo, a situação dos produtores ficaria melhor. Precisamos que o café tenha valor real e não bonificações. É preciso fazer um trabalho sério em prol da agricultura familiar e não da agricultura industrial, que tem maior poder de barganha, os pequenos produtores é que dependem do café. A união das cooperativas pode fazer a pressão necessária ao governo e se precisar, vamos juntar os produtores para pressionar mais ainda e de forma mais firme”, declarou José dos Reis.
Vale lembrar que as cooperativas Cooparaiso, Cooxupé, Minasul e Cocatrel representam 35% de todo o café que é produzido em Minas Gerais, que o estado é o maior produtor de café do país.
Confira:
1 Cooparaiso: proposta aberta à presidente Dilma (vídeo)
2 Carta aberta à presidente Dilma: produtores rurais de Cabo Verde - MG
As informações são do Coffee Break, adaptadas pelo CaféPoint.
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NO MERCADO INTERNACIONAL.
Há algum tempo eu vi um grande jornalista de esportes (não é preciso dizer o nome) falando em TV por assinatura: "de um profissional de imprensa só não se aceita a desinformação." Pois é, esse papo de Obama big brother é mais antigo do que andar para trás. Não é assim uma Brastemp de surpresa! Quem tem um pé na roça sabe: os EUA têm mais informação sobre a produção agropecuária do Brasil do que o Brasil tem sobre si mesmo. Eles (EUA) ditam os estoques de nossos produtos que entram na composição dos itens de formação de preços internacionais no mercado e nas Bolsas, desde Lincoln. De nada adianta a opinião das Conabs da vida. Só pra ficar no setor primário. O que houve e há agora é a sofisticação dos meios e dos métodos de escarafunchar o fundurso brasuca. Seria ingênuo de nossa parte achar que eles (EUA) iriam virar os olhos para a sopa de informação que corre solta na web. E aquelas que não correm soltas, eles correm atrás. Cabe aos invadidos criar defesas, porque os invasores, neste caso, não ligam a mínima pra acusações de invasão de privacidade. Vão sempre dar a resposta óbvia: guerra é guerra. Ainda que achemos que há paz por aí. Pensar o contrário é defender o refrão: "me engana que eu gosto."
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