A 11ª edição do Simpósio Nacional do Agronegócio Café (Agrocafé), que encerrou no final da tarde de quarta-feira (10), provou que apesar da remuneração do produtor estar muito baixa há vários anos - razão do título do evento nesta edição ser "Um gigante na corda bamba" - mesmo assim, o cafeicultor não desanima na busca de soluções para garantir a sustentabilidade da atividade. Nos três dias, foram 820 pessoas a participar das palestras, mesas-redondas, mini cursos e discussões, que reuniram alguns dos mais respeitados nomes do agronegócio café do Brasil e exterior.
"Além da união dos produtores, uma das grandes lições que tiramos é que não dá mais para pensar apenas em renda, mas também em valor. Como os preços estão baixos, temos de investir cada vez mais em qualidade, observar o que o mercado deseja e entregar produtos diferenciados para cada nicho. Obviamente, isso tem um preço, tanto para quem planta, como para quem compra, mas muitos estão dispostos a pagar", afirma João Lopes Araujo, presidente da Assocafé (Associação dos Produtores de Café da Bahia).
A opinião é partilhada também pela indústria cafeeira, para a qual o preço baixo não necessariamente é interessante, pois comprime sua margem de lucro. "A questão dos preços é episódica. Nós também vivemos uma situação em que o preço do café nas prateleiras do mercado permanece o mesmo há anos, ou então baixou. Mas temos de trabalhar em conjunto e melhorar cada vez mais. Já demos grandes saltos em qualidade, temos o maior numero de programas para isso em todo o mundo, mas precisamos também ser competitivos", conclui Natan Herczhowicz, da Abic.
Os produtores que mostraram seus cafés na exposição do Agrocafé também saíram satisfeitos. Um dos mais visitados foi Michael Alcântara, presidente da Cooperativa Agrícola de Cafeicultores do Município de Piatã (Coocamp) e bicampeão brasileiro pelo concurso da Abic. "Muita gente veio ver e encomendou o nosso produto, que ficou exposto no estande da prefeitura de Piatã. Hoje o município tem uma grande visibilidade e prova que você pode ser pequeno produtor e trabalhar com qualidade, para se diferenciar", diz.
Justa homenagem
Figura frequente em quase todas as edições do Agrocafé, o produtor Luiz Hafers, um dos mais atuantes líderes da cafeicultura do Brasil, e atualmente vice presidente da Sociedade Rural Brasileira, não pôde comparecer ao evento, mas foi agraciado com o título de "Embaixador do Café da Bahia", pela Assocafé. "Hafers é santista mas defendeu como poucos o nosso café, e se tornou um pouco baiano ao adquirir uma propriedade no município de Cocos, na região Oeste. É uma figura muito querida e interessante, de quem todos gostam de estar perto. A homenagem é só simbólica, mas é justa e natural", afirma o João Lopes. A placa foi recebida e será entregue a Luiz Hafers pelo presidente da SRB, Cesário Ramalho.
O Agrocafé é promovido pela Associação dos Produtores de Café da Bahia (Assocafé), Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e Centro de Comércio de Café da Bahia.
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As informações são da Imprensa Agrocafé, resumidas e adaptadas pela equipe CaféPoint.,
Cafeicultores buscam sustentabilidade da atividade
A 11ª edição do Simpósio Nacional do Agronegócio Café (Agrocafé), que encerrou no final da tarde de quarta-feira (10), provou que apesar da remuneração do produtor estar muito baixa há vários anos - razão do título do evento nesta edição ser "Um gigante na corda bamba" - mesmo assim, o cafeicultor não desanima na busca de soluções para garantir a sustentabilidade da atividade. Nos três dias, foram 820 pessoas a participar das palestras, mesas-redondas, mini cursos e discussões, que reuniram alguns dos mais respeitados nomes do agronegócio café do Brasil e exterior.
Publicado por: CaféPoint
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