Cafeicultor valoriza boas práticas para se tornar sustentável

Certificação de café melhora rentabilidade e abre acesso a mercados mais exigentes. A demanda por certificação em propriedades agrícolas tem crescido nos últimos anos. A certificação favorece o processo de fidelização do comprador, com a certeza de procedência e o respeito às normas ambientais e trabalhistas.

Publicado por: CaféPoint

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A demanda por certificação em propriedades agrícolas tem crescido nos últimos anos. Produtores e consultorias especializadas no setor estimam que a produção controlada pode agregar entre 3% e 10% na receita final dos produtos agropecuários. Além disso, a certificação favorece o processo de fidelização do comprador, com a certeza de procedência e o respeito às normas ambientais e trabalhistas. Essa garantia pode atrair novos negócios em um mercado que valoriza cada vez mais a sustentabilidade.

Existem basicamente três tipos de certificação no agronegócio. A certificação de propriedade atesta que a propriedade segue as regras reconhecidas internacionalmente de segurança alimentar, cuidados sociais, etc.

Outra certificação é a de produto que atesta a qualidade a partir de análise sensorial feita por equipamentos e/ou especialistas. A certificação de produto pode estar vinculada a uma propriedade certificada ou não.

Já a certificação de grupos ou comunidades pertence a uma instituição comunitária, como cooperativa ou associação. Além das práticas de sustentabilidade aplicadas nas propriedades, esta certificação também atesta a instituição com idoneidade e praticas democráticas de empreendimentos coletivos. Exemplo clássico este tipo de certificação é Fair trade. Este processo teve início na década de 1990, a partir de movimentos de segurança alimentar na Europa.

As certificações de cafés Fair Trade estão aumento muito no mercado internacional. Hoje, os grandes países compradores de cafés certificados são o Japão, Estados Unidos e União Europeia. Existe um número pequeno de produtores certificados no Brasil, a maioria é de produtores do Fair Trade.

As certificadoras exigem um prêmio dos compradores de cafés certificados. A certificação Fair Trade é R$ 0,20 por libra peso, ou seja, aproximadamente, R$ 50 por saca de café. O valor é revertido para a associação de cafeicultores em que o produtor é filiado. O dinheiro é usado para investimentos coletivos beneficiando a todos os membros da associação.

As informações são do Mapa, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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Juliano Tarabal
JULIANO TARABAL

PATROCÍNIO - MINAS GERAIS

EM 25/10/2011

Gostaria de contribuir com o artigo ressaltando a existência da Certificação de Origem, que é destinada a regiões que possuem Indicação Geográfica e ou Denominação de Origem Controlada, que servem para garantir a procedência dos produtos e delimitar areas geográficas produtoras de determinados produtos que se distinguem por variados atributos, entre outros fatores que se aplicam a esta modalidade.

Saudações.

Juliano Tarabal - Diretor de Marketing
Federação dos Cafeicultores do Cerrado