Os contratos futuros de café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) mostram inclinação altista de curto prazo. O primeiro vencimento, para dezembro, acumulava até sexta-feira passada valorização de 6% este mês. Analistas comentam que a fraqueza do dólar ante outras moedas e a perspectiva de recuperação da economia global favorecem os preços das commodities agrícolas. No mercado interno, porém, as cotações custam a avançar, por causa do real fortalecido em relação ao dólar, o que reduz a competitividade do produto no exterior. Os vendedores negociam apenas o necessário, à espera de uma reação dos preços.
O produtor está concentrado na preparação de cafés referentes aos leilões de opção de venda ao governo, realizados em julho. O primeiro exercício ocorrerá dia 13 de novembro, para um total de 1 milhão de sacas. Atualmente, a saca de 60 quilos, tipo 6, está cotada em R$ 260/R$ 265, o que indica que os cafeicultores optarão pela entrega do grão ao governo, pelo qual receberão R$ 303,50 em cada saca.
A dificuldade nas vendas físicas reflete-se no ritmo de exportação. Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o embarque alcançou 2,63 milhões de sacas em setembro - queda de 12,2% em relação ao mesmo mês de 2008 (2,99 milhões de sacas). No acumulado dos últimos 12 meses, o Brasil exportou 31,555 milhões de sacas, para uma receita acumulada de US$ 4,508 bilhões.
As informações são de Tomas Okuda, do jornal O Estado de São Paulo, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Cafeicultor segura produto à espera de preços melhores
Os contratos futuros de café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) mostram inclinação altista de curto prazo. No mercado interno, porém, as cotações custam a avançar, por causa do real fortalecido em relação ao dólar, o que reduz a competitividade do produto no exterior. Os vendedores negociam apenas o necessário, à espera de uma reação dos preços.
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