Cafeicultor resolve criar conselho

Os cafeicultores da região da Zona da Mata mineira estão se unindo para organizar a produção e fazer com que a atividade ganhe competitividade e consiga ser mais valorizada no mercado. Uma das principais iniciativas para a execução do projeto foi a criação do Conselho das Entidades do Café das Matas de Minas. O grupo reúne representantes da cafeicultura de 63 municípios, que produzem o grão em pelo menos 500 hectares.

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Os cafeicultores da região da Zona da Mata mineira estão se unindo para organizar a produção e fazer com que a atividade ganhe competitividade e consiga ser mais valorizada no mercado. Uma das principais iniciativas para a execução do projeto foi a criação do Conselho das Entidades do Café das Matas de Minas. O grupo reúne representantes da cafeicultura de 63 municípios, que produzem o grão em pelo menos 500 hectares.

De acordo com o presidente do Conselho das Entidades do Café das Matas de Minas e presidente da Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha (Coocafé), Fernando Romeiro de Cerqueira, a iniciativa é considerada fundamental para a evolução da cafeicultura na região. O conselho está em fase de organização interna.

"Vamos promover a produção da região das Matas de Minas. Queremos trabalhar para o reconhecimento da qualidade do café e, para isso, estimularemos pesquisas e estudos específicos para a região", diz Cerqueira.

O Conselho vem definindo as atividades em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresa (Sebrae), com a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e com a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig).

Um dos principais desafios da região é a competitividade. Por ser uma região montanhosa, a mecanização ou semimecanização é inviabilizada pelo relevo, o que aumenta significativamente os custos de produção pela alta necessidade do emprego da mão de obra, que além de cara também está cada vez mais escassa.

Custos - Com os preços pagos pela saca de café, a situação dos produtores das Matas de Minas é considerada crítica. Devido aos custos elevados com a manutenção da cultura, cerca de 20% dos cafezais já foram podados drasticamente e não irão produzir por um ano. De acordo com Cerqueira, a conseqüência das podas severas será na redução significativa da produção nas próximas safras.

Segundo Cerqueira, além de onerosa, a mão de obra é cada vez mais escassa. "Os jovens estão migrando para outras atividade e abandonando o campo. Isso vem acontecendo pelo desestímulo com a atividade. Em período de crise, a situação fica mais grave", ressalta.

Conforme o terceiro levantamento da Safra de Café 2013, elaborado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), na região da Zona da Mata, que também engloba as regiões Central e Rio Doce, a produção foi ampliada em 33% quando comparada com a safra anterior, alcançando 8 milhões de sacas de 60 quilos.

A área em produção para a região está estimada em 309,59 mil hectares, crescimento de 1,84% em relação à safra passada. A produtividade média alcançada foi de 26,46 sacas por hectare hectare.

As informações são do Diário do Comércio, adaptadas pelo CafePoint.
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