Cafeicultor, qual sua maior dificuldade?
Diante adversidades do tempo e situações de mercado, os produtores têm que buscar alternativas para garantir qualidade de produção e rentabilidade em seu negócio. Para se manter na atividade, alguns investiram em despolpadores e descascadores, outros em irrigação, certificações e programas que auxiliam a comercialização, outros ainda reduziram suas áreas produtivas dando mais atenção a elas, etc. Com intuito de trocar experiências e levar conhecimento a cadeia produtiva do café, o CaféPoint quer saber sua opinião: Qual tem sido sua maior dificuldade na atividade cafeeira? Acesse e participe!
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A grande desuniformidade de maturação dos grãos gerou dificuldades na colheita e na obtenção de cafés de qualidade.
Agravando um pouco mais a situação, em meados de julho algumas áreas foram surpreendidas por chuvas, atrasando a colheita e comprometendo a qualidade de grãos em processo de secagem.
Países concorrentes passam por dificuldades e quebra de produção, o que, juntamente com a falta de cafés finos no Brasil, motivou os preços subirem para patamares não esperados. No mercado físico, a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada ontem (09) a R$ 308,98, segundo o indicador Cepea/Esalq, longe daqueles R$ 260,00 que eram praticados mais para o começo do ano.
Diante adversidades do tempo e situações de mercado, os produtores têm que buscar alternativas para garantir qualidade de produção e rentabilidade em seu negócio.
Para se manter na atividade, alguns cafeicultores investiram em despolpadores e descascadores, outros em irrigação, certificações e programas que auxiliam a comercialização, outros ainda reduziram suas áreas produtivas dando mais atenção a elas, etc.
Os preços estão mais atrativos no momento. Produtores que conseguiram produzir qualidade conseguiram também preços remuneradores e que cobrem os custos de produção. Segundo Edson Koshiba, da Pleno Corretora, no Cerrado mineiro, a procura por cafés finos continua muito firme, mas também outras qualidades começaram a ter interesse por parte do comprador.
Com intuito de trocar experiências e levar conhecimento a cadeia produtiva do café, o CaféPoint quer saber sua opinião:
Qual tem sido sua maior dificuldade na atividade cafeeira? (comercialização, qualidade, investimentos, divulgar/inserir seu produto no mercado, etc.)
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BOA ESPERANÇA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 24/08/2010

ARAXÁ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 13/08/2010
SÃO PAULO - SÃO PAULO - TRADER
EM 13/08/2010
Conforme voces estão percebendo o produtor não manda no seu negócio pois já faz muitos anos que ele vende o café e não consegue se capitalizar aumentando as suas dívidas e refem de um Sistema montado para comprar o máximo pelo mínimo com Imposto(Pis e Cofins) 9,25% repassados pelas Cooperativas ou Empresas criadas para este fim que destroe o livre comércio e as firmas nacionais
que não possuem capital suficiente para se creditar deste imposto e depois ir receber do Governo.Quanto ao prejúiso dos cafeicultores calculamos que mesmo
com 50% do mercado de café arábica do mundo não impomos nosso preço vendendo 20/25/30 centavos de dolar abaixo da cotação da bolsa de N.York cuja
mercadoria não é a nossa é de um café lavado Colombiano que se julga o melhor do mundo.Nos últimos 13 anos vendemos a uma média de R$100,00 por saca mais barato que a nossa concorrencia, uma piada pois tudo é armado através de
vencimentos de financiamentos e compromissos em prazos inadequados enfim
tomamos uma trolha de 28 bilhões de reais 2,8 vezes a dívida dos produtores.
Para enriquecer mais o raciocínio estes impostos são tambem usados para dar desconto aos importadores numa autentica degeneração de nosso produto.
Colombia rindo vendendo seu produto a R$500, R$550,00 e nós a R$300, R$330.
E o pior tem gente conformada! daí eu dizer que estão refens!
Precisamos mudar,acabar com estes desmandos aprender a ser patrão começando por sair fora de N.York e colocarmos nosso café em Chicago(CME)
o natural Brasileiro Certificado até por questão de Marketing,como vou demonstrar
que o meu é melhor se já parto de um preço abaixo do Colombiano! Acordem apoiem aqueles Partidos Políticos que realmente querem trabalhar pelo cafeicultor
e não explorá-los com migalhas e programas ilusionistas!
Saudações a todos.
.

ITAIPÉ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 12/08/2010
Teremos gerações de "Bolsistas", como são conhecidos, que não tem interesse no emprego formal.

UMUARAMA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 12/08/2010
- Outra dificuldade é armazenar seu café diretamente na propriedade. Roubo, classificação, aramazem são algumas delas.
- O negócio é desmamar do governo e cooprrativas, ter sempre um estoque de café em mão e dinheiro no bolso. Mesmo que prá isso exija anos de sacrifício.

MARÍLIA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 11/08/2010
De um produtor de leite e café assim como tantos outros que foi aleijado pela politica anterior de juros elevados e falta de consideração do governo com alguem que em 11 has de area mantinha 6 familias no trabalho.e hj mantem casas vazias enquanto o governo financia casas na cidade deslocando mao de obra qualificada na cafeicultura para cidades onde vão se submeter a sub empregos para sobreviver e deixando seus filhos à mercê de traficantes.

SANTOS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 11/08/2010
Ou seja, vc vende seu café para aproveitar um preço em que está e o governo ainda quer abocanhar esta fatia além do que mesmo vendendo depois o café ainda vai pagar novamente .Creio também que outro impecilio que tem afetado muito a cafeicultura são as exigencias trabalhistas que elevam o orçamento as alturas
Querem de nós agricultura de 1o mundo mas o produtor não tem a estrutura nem o apoio infelizmente somos ainda de 5o mundo ,vejo e falo vendo pequenos sitiantes que sequer tem recursos para suprir as necessidades trabalhistas digo equipamentos exigidos etc.. alem da parte ambiental entre outras que requerem trabalhos de profissionais engenheiros etc .
Por fim na venda damos de presente todo nosso trabalho para outros, pois nos é descontado tudo e mais um pouco desde Fundo rural, Pis Cofins, sacaria, fretes, alem de sermos obrigado hoje em dia a vender para cooperativas para que não nos descontem o Pis Cofins ,é brincadeira.
Venda para outro e é 30,00 por saca a menos , o produtor necessita acordar urgentemente e ver o que nos ocorre ,nossos representantes não veem ou então são cegos .
Adoraria poder vender meu produto para quem quisesse inclusive entregar bolsa ,mas infelizmente creio que as exigencias de qualidade impostas pela BM&F somente exportador tem estas regalias e acesso , mas se conseguissem fazer um padrão tipo 6 bc para entrega seria o ideal e creio receberiam muitos milhoes de sacas
Bem que Deus abençõe a todos produtores e que nosso comércio evolua para uma maior igualdade

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 11/08/2010
O consumo mundial de café vem aumentando bastante e a produção não vem acompanhando, às custas do longo período que o produtor vendeu seus cafés a preços baixos, ficando descapitalizado, abandonando parte de suas lavouras e tratando mau as que permaneceram. Tudo isso está contribuindo para a queda da produção mundial do café.
Quando se têm uma melhora nos preços, aquém do necessário, o produtor descapitalizado, liqüida sua produção não pela atratividade dos mesmos, mas, para pagar dívidas e se capitalizar um pouco. Não nos esqueçamos que em Abril de 2005 já houve venda de café a R$320 e de lá para cá não se teve aumento nos custos de produção?
Por tudo isso eu acho que a maior dificuldade na atividade cafeeira é ficar muito tempo vendendo abaixo dos custos de produção. E essa dificuldade econômica faz o produtor colocar o café no mercado a qualquer preço impedindo uma alta mais contundente. Queremos uma política para o café que impeça isso. Sempre há tempo e às vésperas das eleições devemos cobrar dos nossos candidatos.
Lembremos também que o café já valeu em janeiro de 1986 mais de US$300 a saca, quando se comprou uma camionete D20 com pouco mais de 40 sacas. Foi uma loteria que poucos puderam aproveitar, só para título de curiosidade e mostrar que o café têm um poder de "fogo" muito grande. Sorte para todos nós!

VARGINHA - MINAS GERAIS
EM 11/08/2010
1.Estoque da dívida muito grande para a grande maioria dos produtores em conseqüência da total falta de renda da atividade convencional;
2.Surdez do governo frente às reivindicações das lideranças. O governo enxerga a cafeicultura empresarial que vai muito bem obrigado como o padrão do país. Esquece que quase a totalidade é de produtor tradicional e que vive exclusivamente dessa atividade e que está na eminência de uma quebradeira generalizada;
3.Liberação de novos créditos (para os poucos que ainda consegue) só faz aumentar a dívida do produtor. O problema é estrutural (políticas);
4.A grande maioria das propriedades tradicionais possui pouca alternativa para outras culturas (clima/topografia/mão de obra regional, etc) dificultando a migração;
5.Execuções judiciais, exigências legais trabalhistas e ambientais, etc cada vez mais significativas nas atividades do campo, desorganizando ainda mais a estrutura administrativa dos produtores e, sem condições financeiras de adaptação, joga-os na rota da falência.
Por fim em destaque: NÃO EXISTE NADA MAIS DIFÍCIL DO QUE ADMINISTRAR SEM DINHEIRO / QUEBRADO / SEM CRÉDITO . Realidade de muitos ...
Para muitos dos burocratas que estão no ar condicionado decidindo o nosso futuro, numa boa sala, salário bom no princípio do mês, férias em bons hotéis (no Brasil ou no exterior), 13º antecipado, devem ficar perguntando: COMO PODE ESSE PESSOAL SER TÃO INCOMPETENTE ? O MELHOR É DEIJÁ-LOS QUEBRAR LOGO PARA ACABAR COM ESSA AMOLAÇÃO !

SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 11/08/2010
Entre inúmeras dificuldades dos produtores uma é definir a hora certa de vender o produto. Existe uma variação de preços da mesma classificação do café nas diversas regiões produtoras. No mercado interno falta uma política clara dos nossos governantes, no mercado externo faltal um Marketing mais agrecivo do nosso produto, somos o maior produtor de café do mundo, e a Alemanha é o maior exportador de café solúvel do mundo e não colhe nenhum grão.
Willes Silva - pequeno produtor
Cristais- MG
GUAXUPÉ - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 11/08/2010
COLATINA - ESPÍRITO SANTO - COMÉRCIO DE CAFÉ (B2B)
EM 11/08/2010
A maior parte deste lucro nao fica na mão do produtor que é o verdadeiro guerreiro do dia a dia e empregador do ramo do café. Temos que poder comercializar melhor nosso produto, primeiro com o apoio do Estado através de uma politica correta de preços, pois se conseguirmos uma estrutura de apoio correta a manutenção dos preços num patamar aceitável, teremos como exigir que o lucro agregado seja melhor distribuido.
Hoje do jeito que se encontra sufocará vagarosamente aqueles que trabalham na terra. Resolvendo esta questão, a qualidade, investimentos virão como consequência.
Abraço a Todos