Cafeicultor, qual sua maior dificuldade?

Diante adversidades do tempo e situações de mercado, os produtores têm que buscar alternativas para garantir qualidade de produção e rentabilidade em seu negócio. Para se manter na atividade, alguns investiram em despolpadores e descascadores, outros em irrigação, certificações e programas que auxiliam a comercialização, outros ainda reduziram suas áreas produtivas dando mais atenção a elas, etc. Com intuito de trocar experiências e levar conhecimento a cadeia produtiva do café, o CaféPoint quer saber sua opinião: Qual tem sido sua maior dificuldade na atividade cafeeira? Acesse e participe!

Publicado por: CaféPoint

Publicado em: - 1 minuto de leitura

Ícone para ver comentários 12
Ícone para curtir artigo 1

Segundo o IBGE, o café, no auge da safra 2010, tem sua produção estimada em 2.753.091 toneladas, ou 45,8 milhões de sacas de 60kg em grãos beneficiados, contra 40,5 milhões de sacas produzidas em 2009. A estimativa atual é inferior ao que se esperava no início da safra, antes de se deparar com grande desuniformidade de maturação dos grãos.

A grande desuniformidade de maturação dos grãos gerou dificuldades na colheita e na obtenção de cafés de qualidade.

Agravando um pouco mais a situação, em meados de julho algumas áreas foram surpreendidas por chuvas, atrasando a colheita e comprometendo a qualidade de grãos em processo de secagem.

Países concorrentes passam por dificuldades e quebra de produção, o que, juntamente com a falta de cafés finos no Brasil, motivou os preços subirem para patamares não esperados. No mercado físico, a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada ontem (09) a R$ 308,98, segundo o indicador Cepea/Esalq, longe daqueles R$ 260,00 que eram praticados mais para o começo do ano.

Diante adversidades do tempo e situações de mercado, os produtores têm que buscar alternativas para garantir qualidade de produção e rentabilidade em seu negócio.

Para se manter na atividade, alguns cafeicultores investiram em despolpadores e descascadores, outros em irrigação, certificações e programas que auxiliam a comercialização, outros ainda reduziram suas áreas produtivas dando mais atenção a elas, etc.

Os preços estão mais atrativos no momento. Produtores que conseguiram produzir qualidade conseguiram também preços remuneradores e que cobrem os custos de produção. Segundo Edson Koshiba, da Pleno Corretora, no Cerrado mineiro, a procura por cafés finos continua muito firme, mas também outras qualidades começaram a ter interesse por parte do comprador.

Com intuito de trocar experiências e levar conhecimento a cadeia produtiva do café, o CaféPoint quer saber sua opinião:

Qual tem sido sua maior dificuldade na atividade cafeeira? (comercialização, qualidade, investimentos, divulgar/inserir seu produto no mercado, etc.)

Participe deixando seu comentário através do box de cartas abaixo.

Equipe CaféPoint
QUER ACESSAR O CONTEÚDO? É GRATUITO!

Para continuar lendo o conteúdo entre com sua conta ou cadastre-se no CaféPoint.

Tenha acesso a conteúdos exclusivos gratuitamente!

Ícone para ver comentários 12
Ícone para curtir artigo 1

Publicado por:

Foto CaféPoint

CaféPoint

O CaféPoint é o portal da cafeicultura no Brasil. Contém análises de mercado, perspectivas, cotações, notícias e espaço para interação dos leitores, além de artigos técnicos que abordam produção, industrialização e consumo de café. Acesse!

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe CaféPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.

henrique rezende pacheco
HENRIQUE REZENDE PACHECO

BOA ESPERANÇA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/08/2010

Concordo com praticamente todos os comentarios,e apenas pra ilustrar , na questão social ,gostaria de trascrever as palavras do presidente do sindicato dos trabalhadores rurais de varginha,durante ato no movimento sos cafeicultura ,ano passado,quando disse ,"algum governante ou parlamentar perguntou aos pais se deveria proibir que maiores de 14 anos trabalhe ",ou seja se o adolesente não tomar gosto pelo trabalho rural como será o futuro da nossa AGROPECUARIA?
Edson Aguiar Rezende
EDSON AGUIAR REZENDE

ARAXÁ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 13/08/2010

Esse é o nosso país...nossos governantes não têem é vergonha, ainda quero ver nesse país o político que vá dar um basta nessa questão de "Bolsas", isso é castrar nossos jovens de perpectivas futuras, todo analfabeto ou de pouca cultura alimenta-se dessas "esmolas" pq não vê outra maneira de ganhar seu dinheirinho a não ser se vendendo. Assim, nesses anos de penúria fizeram de nós produtores de café e outros grãos como fornecedores desses populares governantes q estão abarrotados de falcatruas e safadezas engordando seus bolsos sem q o judiciário desse país desse um basta, e esse por último q era nossa ultíma esperança foi engolido por interesses próprios... vou acreditar em quem de agora pra frente....Só me resta acreditar no trabalho e na qualidade , fazendo cafés melhores, pq se depender de nossas autoridades, estamos "lascados". Por isso , vote em quem ainda alimenta em compromissos com a atividade cafeeira.
Fernando de Souza Barros jr.
FERNANDO DE SOUZA BARROS JR.

SÃO PAULO - SÃO PAULO - TRADER

EM 13/08/2010

Prezados Companheiros
Conforme voces estão percebendo o produtor não manda no seu negócio pois já faz muitos anos que ele vende o café e não consegue se capitalizar aumentando as suas dívidas e refem de um Sistema montado para comprar o máximo pelo mínimo com Imposto(Pis e Cofins) 9,25% repassados pelas Cooperativas ou Empresas criadas para este fim que destroe o livre comércio e as firmas nacionais
que não possuem capital suficiente para se creditar deste imposto e depois ir receber do Governo.Quanto ao prejúiso dos cafeicultores calculamos que mesmo
com 50% do mercado de café arábica do mundo não impomos nosso preço vendendo 20/25/30 centavos de dolar abaixo da cotação da bolsa de N.York cuja
mercadoria não é a nossa é de um café lavado Colombiano que se julga o melhor do mundo.Nos últimos 13 anos vendemos a uma média de R$100,00 por saca mais barato que a nossa concorrencia, uma piada pois tudo é armado através de
vencimentos de financiamentos e compromissos em prazos inadequados enfim
tomamos uma trolha de 28 bilhões de reais 2,8 vezes a dívida dos produtores.
Para enriquecer mais o raciocínio estes impostos são tambem usados para dar desconto aos importadores numa autentica degeneração de nosso produto.
Colombia rindo vendendo seu produto a R$500, R$550,00 e nós a R$300, R$330.
E o pior tem gente conformada! daí eu dizer que estão refens!
Precisamos mudar,acabar com estes desmandos aprender a ser patrão começando por sair fora de N.York e colocarmos nosso café em Chicago(CME)
o natural Brasileiro Certificado até por questão de Marketing,como vou demonstrar
que o meu é melhor se já parto de um preço abaixo do Colombiano! Acordem apoiem aqueles Partidos Políticos que realmente querem trabalhar pelo cafeicultor
e não explorá-los com migalhas e programas ilusionistas!
Saudações a todos.

.
Joseph Crescenzi
JOSEPH CRESCENZI

ITAIPÉ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 12/08/2010

Na nossa região do Nordeste de Minas, a maior dificuldade seria dos programas do governo de estimulo ao desemprego. Por aqui, trabalhar de carteira assinada, virou "Sujar Carteira". Estamos com grande deficiência de mão de Obra devido ao receio da população em perder as "Bolsas".
Teremos gerações de "Bolsistas", como são conhecidos, que não tem interesse no emprego formal.
LUIZ SIMONI
LUIZ SIMONI

UMUARAMA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 12/08/2010

- A principal dificuldade do produtor, é ir se equipando de máquinas e equipamentos, cuja quantidade e diversidade vai variar de acordo com o tamanho de sua propriedade, sem financiamento bancário excessivo.
- Outra dificuldade é armazenar seu café diretamente na propriedade. Roubo, classificação, aramazem são algumas delas.
- O negócio é desmamar do governo e cooprrativas, ter sempre um estoque de café em mão e dinheiro no bolso. Mesmo que prá isso exija anos de sacrifício.
wilson oslis sanches lucas
WILSON OSLIS SANCHES LUCAS

MARÍLIA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 11/08/2010

Todos os problemas apontados sao importantes na cafeicultura, mas todos para serem realizados da melhor maneira dependem primariamente de capacidade de investimento com juros baixos e credito facilitado pois sem possibilidade inicial de investimento nem adianta discutirmos os outros problemas.
De um produtor de leite e café assim como tantos outros que foi aleijado pela politica anterior de juros elevados e falta de consideração do governo com alguem que em 11 has de area mantinha 6 familias no trabalho.e hj mantem casas vazias enquanto o governo financia casas na cidade deslocando mao de obra qualificada na cafeicultura para cidades onde vão se submeter a sub empregos para sobreviver e deixando seus filhos à mercê de traficantes.
Joe Ferraz Prado Filho
JOE FERRAZ PRADO FILHO

SANTOS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 11/08/2010

Creio que falta muita logistica e estratégia por parte do governo , digo alavancar os mercados futuros isentando de impostos incentivando este mercado garantindo uma entrega fisica do produto com padrão Conab dos ultimos leilões opção ,o produtor poderia fazer um hedge de sua produção quando os preços estivessem altos ,já que muitos veem o preço passar mas não conseguem vende-los a tempo devido a rapidez em que chega e cai, além do que ele pode carregar sua produção aguardando melhor preço sem a necessidade de venda apressada pois pode utilizar as ferramentas que existem hoje no mercado mas que estão inviaveis devido aos impostos que o governo cobra por operações de hedge

Ou seja, vc vende seu café para aproveitar um preço em que está e o governo ainda quer abocanhar esta fatia além do que mesmo vendendo depois o café ainda vai pagar novamente .Creio também que outro impecilio que tem afetado muito a cafeicultura são as exigencias trabalhistas que elevam o orçamento as alturas

Querem de nós agricultura de 1o mundo mas o produtor não tem a estrutura nem o apoio infelizmente somos ainda de 5o mundo ,vejo e falo vendo pequenos sitiantes que sequer tem recursos para suprir as necessidades trabalhistas digo equipamentos exigidos etc.. alem da parte ambiental entre outras que requerem trabalhos de profissionais engenheiros etc .

Por fim na venda damos de presente todo nosso trabalho para outros, pois nos é descontado tudo e mais um pouco desde Fundo rural, Pis Cofins, sacaria, fretes, alem de sermos obrigado hoje em dia a vender para cooperativas para que não nos descontem o Pis Cofins ,é brincadeira.

Venda para outro e é 30,00 por saca a menos , o produtor necessita acordar urgentemente e ver o que nos ocorre ,nossos representantes não veem ou então são cegos .

Adoraria poder vender meu produto para quem quisesse inclusive entregar bolsa ,mas infelizmente creio que as exigencias de qualidade impostas pela BM&F somente exportador tem estas regalias e acesso , mas se conseguissem fazer um padrão tipo 6 bc para entrega seria o ideal e creio receberiam muitos milhoes de sacas

Bem que Deus abençõe a todos produtores e que nosso comércio evolua para uma maior igualdade
João Carlos Remedio
JOÃO CARLOS REMEDIO

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 11/08/2010

Produzir café aqui no Brasil será tarefa para poucos. Quando o preço do café começa esboçar uma melhora, fontes interessadas em impedir esse aumento começam a jogar sujo. Já estão dizendo que o preço do café está nas alturas, que o produtor está sendo bem remunerado vendendo café a R$300 a saca. É notório que o produtor passou a receber mais pelo seu produto, mas, em dizer que a atividade está lucrativa é uma falta de conhecimento da real situação da cafeicultura.

O consumo mundial de café vem aumentando bastante e a produção não vem acompanhando, às custas do longo período que o produtor vendeu seus cafés a preços baixos, ficando descapitalizado, abandonando parte de suas lavouras e tratando mau as que permaneceram. Tudo isso está contribuindo para a queda da produção mundial do café.

Quando se têm uma melhora nos preços, aquém do necessário, o produtor descapitalizado, liqüida sua produção não pela atratividade dos mesmos, mas, para pagar dívidas e se capitalizar um pouco. Não nos esqueçamos que em Abril de 2005 já houve venda de café a R$320 e de lá para cá não se teve aumento nos custos de produção?

Por tudo isso eu acho que a maior dificuldade na atividade cafeeira é ficar muito tempo vendendo abaixo dos custos de produção. E essa dificuldade econômica faz o produtor colocar o café no mercado a qualquer preço impedindo uma alta mais contundente. Queremos uma política para o café que impeça isso. Sempre há tempo e às vésperas das eleições devemos cobrar dos nossos candidatos.

Lembremos também que o café já valeu em janeiro de 1986 mais de US$300 a saca, quando se comprou uma camionete D20 com pouco mais de 40 sacas. Foi uma loteria que poucos puderam aproveitar, só para título de curiosidade e mostrar que o café têm um poder de "fogo" muito grande. Sorte para todos nós!

ANTONIO AUGUSTO REIS
ANTONIO AUGUSTO REIS

VARGINHA - MINAS GERAIS

EM 11/08/2010

Dificuldades na atividade cafeeira, principalmente para os médios produtores:

1.Estoque da dívida muito grande para a grande maioria dos produtores em conseqüência da total falta de renda da atividade convencional;
2.Surdez do governo frente às reivindicações das lideranças. O governo enxerga a cafeicultura empresarial que vai muito bem obrigado como o padrão do país. Esquece que quase a totalidade é de produtor tradicional e que vive exclusivamente dessa atividade e que está na eminência de uma quebradeira generalizada;
3.Liberação de novos créditos (para os poucos que ainda consegue) só faz aumentar a dívida do produtor. O problema é estrutural (políticas);
4.A grande maioria das propriedades tradicionais possui pouca alternativa para outras culturas (clima/topografia/mão de obra regional, etc) dificultando a migração;
5.Execuções judiciais, exigências legais trabalhistas e ambientais, etc cada vez mais significativas nas atividades do campo, desorganizando ainda mais a estrutura administrativa dos produtores e, sem condições financeiras de adaptação, joga-os na rota da falência.

Por fim em destaque: NÃO EXISTE NADA MAIS DIFÍCIL DO QUE ADMINISTRAR SEM DINHEIRO / QUEBRADO / SEM CRÉDITO . Realidade de muitos ...

Para muitos dos burocratas que estão no ar condicionado decidindo o nosso futuro, numa boa sala, salário bom no princípio do mês, férias em bons hotéis (no Brasil ou no exterior), 13º antecipado, devem ficar perguntando: COMO PODE ESSE PESSOAL SER TÃO INCOMPETENTE ? O MELHOR É DEIJÁ-LOS QUEBRAR LOGO PARA ACABAR COM ESSA AMOLAÇÃO !
Willes Silva
WILLES SILVA

SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 11/08/2010

Boa tarde.

Entre inúmeras dificuldades dos produtores uma é definir a hora certa de vender o produto. Existe uma variação de preços da mesma classificação do café nas diversas regiões produtoras. No mercado interno falta uma política clara dos nossos governantes, no mercado externo faltal um Marketing mais agrecivo do nosso produto, somos o maior produtor de café do mundo, e a Alemanha é o maior exportador de café solúvel do mundo e não colhe nenhum grão.

Willes Silva - pequeno produtor
Cristais- MG

Willem Guilherme de Araújo
WILLEM GUILHERME DE ARAÚJO

GUAXUPÉ - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 11/08/2010

Creio que a maior dificuldade do cafeicultor brasileiro é a falta de crédito para poder gerenciar melhor sua atividade.
ANTONIO PANCIERI NETO
ANTONIO PANCIERI NETO

COLATINA - ESPÍRITO SANTO - COMÉRCIO DE CAFÉ (B2B)

EM 11/08/2010

Boa tarde, das inumeras dificuldades encontradas na atividade cafeeira, na minha opinião de produtor e comerciante do produto é a falta de vontade no comando da politica cafeeira brasileira de se estipular uma coordenação para que as verbas cheguem realmente a quem precisa e a organização de marketing, para vendermos melhor nosso café no exterior, pois nao podemos ficar na mão das industrias tanto interna como externa pois o valor que pode ser agregado a um saco de café é muito grande.

A maior parte deste lucro nao fica na mão do produtor que é o verdadeiro guerreiro do dia a dia e empregador do ramo do café. Temos que poder comercializar melhor nosso produto, primeiro com o apoio do Estado através de uma politica correta de preços, pois se conseguirmos uma estrutura de apoio correta a manutenção dos preços num patamar aceitável, teremos como exigir que o lucro agregado seja melhor distribuido.

Hoje do jeito que se encontra sufocará vagarosamente aqueles que trabalham na terra. Resolvendo esta questão, a qualidade, investimentos virão como consequência.
Abraço a Todos