Cafeicultor por tradição, qualidade por opção

Depois de um período de intenso trabalho, dedicação e técnica para obter um bom produto, o agricultor Marcos Antônio Marques Pereira, de Lerroville, aguarda o resultado da etapa estadual do concurso Café Qualidade, programada para o dia 29, em Mandaguari/PR. O empenho de Pereira lhe valeu a quinta colocação da etapa regional e abriu caminho para disputar o pódio estadual do certame.

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Depois de um período de intenso trabalho, dedicação e técnica para obter um bom produto, o agricultor Marcos Antônio Marques Pereira, de Lerroville, aguarda o resultado da etapa estadual do concurso Café Qualidade, programada para o dia 29, em Mandaguari/PR. O empenho de Pereira lhe valeu a quinta colocação da etapa regional e abriu caminho para disputar o pódio estadual do certame.

O agricultor deixou a sua marca de qualidade desde a primeira participação no concurso. Em 2004, inscreveu suas amostras sem muita pretensão, mas acabou alcançando o primeiro lugar na etapa estadual e recebeu o prêmio das mãos do governador Roberto Requião, numa festividade em Curitiba.

De lá para cá, continuou a adotar na propriedade de 7,5 alqueires as técnicas de cultivo necessárias para colher café de qualidade. Práticas relativamente simples mas que garantem um produto para disputar mercados mais exigentes. ''Hoje já não deixo o café colhido na lavoura. Lavo e separo no mesmo dia'', diz o agricultor, lembrando que a bebida perde qualidade se ficar acondicionada em sacos de um dia para outro.

Esse é um dos principais cuidados com a cultura do café. Porém, a qualidade do fruto depende da condução adequada da lavoura. É preciso estar atento ao solo, que deve ser corrigido após análise, fazer capinas e desbrota, entre outras práticas. O cafeicultor destaca o trabalho dos técnicos da Emater que prestam assistência e orientações sobre o manejo da cultura.

Marcos Pereira tem características comuns a diversos agricultores e que fazem a diferença no seu negócio: perseverança e criatividade. Como não tem recursos para a compra de maquinários, improvisa equipamentos para beneficiar o café. ''Fiz aqui mesmo um lavador com cerca de R$ 100; um industrial me custaria pelo menos R$ 10 mil'', afirma. Mas confessa que o equipamento está aquém da sua necessidade.

Os 32 mil pés de café das variedades Mundo Novo, Iapar e Tupi renderam ao produtor nesta safra 160 sacos. Segundo Pereira, o clima este ano ajudou. ''Não geou e a chuva veio na hora certa'', afirma. Porém, o produtor se ressentiu do aumento dos insumos, sobretudo os fertilizantes. ''O adubo que no ano passado custava R$ 500,00 a tonelada, neste ano pagamos R$ 1.100,00'', afirma a esposa Shirley. O maior custo levou o produtor a diminuir a aplicação de adubo.

A matéria de Raquel de Carvalho, publicada na Folha de Londrina, foi resumida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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