A redução significativa dos preços pagos pelo café continua desestimulando os produtores, que disponibilizam menor volume da safra 2012 para o mercado. De acordo com o levantamento da consultoria Safras & Mercado, até o final de novembro cerca de 53% da safra mineira já havia sido negociada. No mesmo período 2011, o índice era de 74%. A tendência é a de que as negociações ganhem ritmo a partir de janeiro, período em que haverá maior definição da próxima safra.
Os preços pagos pelo café caíram substancialmente ao longo de 2012. Em novembro do ano passado a saca era negociada em torno de R$ 500, enquanto os preços atuais ficam próximos a R$ 350 por saca de 60 quilos, com queda de 30%.
'Os cafeicultores, por estarem mais capitalizados e por terem conseguido acessar as linhas de crédito disponíveis para a estocagem, estão segurando a safra à espera de preços mais valorizados. A tendência é de que entre janeiro e fevereiro o ritmo de venda seja acelerado, uma vez que já teremos uma ideia de como será a próxima safra', avalia analista da Safras & Mercado Diogo Metzdoff.
Segundo dados do levantamento da Safras & Mercado, de uma safra mineira estimada em 28,3 milhões de saca de 60 quilos para este ano, cerca de 53% ou 15,10 milhões de sacas já haviam sido negociadas até o encerramento de novembro. O índice de comprometimento até outubro era de 44%. No mesmo período de 2011 cerca de 74% do volume produzido já tinham sido comercializados.
As informações do Diário do Comércio, adaptadas pelo CaféPoint.
Cafeicultor continua segurando a safra
A redução significativa dos preços pagos pelo café continua desestimulando os produtores a comercializar suas produções, disponibilizando menor volume da safra 2012 para o mercado. Em novembro do ano passado, a saca era negociada em torno de R$ 500, enquanto os preços atuais ficam próximos a R$ 350 por saca de 60 quilos, com queda de 30%.
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