Cafeicultor antecipa quitação de dívida

Em clima de pleno otimismo com o cenário futuro, os produtores de café têm aproveitado a alta histórica das cotações internacionais da commodity para quitar suas dívidas. A estratégia, incomum e até aqui inédita no setor, ajuda os cafeicultores a abrir novos limites de crédito bancário e a reduzir encargos financeiros dos empréstimos. O mais comum no segmento eram prorrogações e rolagens de dívidas somadas a novos pedidos de socorro e repactuação.

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Em clima de pleno otimismo com o cenário futuro, os produtores de café têm aproveitado a alta histórica das cotações internacionais da commodity para quitar suas dívidas. A estratégia, incomum e até aqui inédita no setor, ajuda os cafeicultores a abrir novos limites de crédito bancário e a reduzir encargos financeiros dos empréstimos. O mais comum no segmento eram prorrogações e rolagens de dívidas somadas a novos pedidos de socorro e repactuação.

O Ministério da Agricultura contabiliza R$ 311 milhões em pagamentos antecipados ao Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) desde janeiro de 2010, quando os preços do café começaram o forte rally de alta na bolsa de Londres e Nova York. O volume de débitos quitados antes do prazo de vencimento equivale a quase 10% dos reembolsos de R$ 3,2 bilhões previstos até fevereiro de 2011.

Os cafeicultores confirmam a tendência. "O produtor paga porque é um dinheiro barato (6,75% ao ano). E ele também abre limite no banco", diz o presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Gilson Ximenes. Diretor financeiro da União Cooperativa Agropecuarista Sul de Minas (Unicoop), Ximenes ressalva que "não está sobrando dinheiro" e afirma que a maior parte dos produtores deixou de aproveitar o momento excepcional dos preços por ter vendido o produto antes da maior alta desde 1977. "Os estoques na mão de cooperativas é baixo. Na média, hoje, chega a 30% da produção total", diz.

A valorização do café soma 106% sobre o preço mínimo oficial e 94% sobre o índice medido pelo Cepea/Esalq na comparação entre os meses de março de 2010 e 2011. "De modo geral, como o cafeicultor está mais capitalizado, consegue liquidar antecipadamente seus financiamentos", afirma o ministro Wagner Rossi.

O movimento dos cafeicultores também ajuda a engordar o caixa dos bancos operadores do Funcafé. São eles quem repassam o dinheiro do fundo aos produtores. E cobram um "spread" (diferença entre custos de captação e empréstimo) de 4,5% ao ano em cada transação. O Banco do Brasil já detectou um volume maior de quitações antecipadas. E os bancos privados, como Bradesco, Itaú BBA e Santander, além do cooperativo Bancoob, também foram beneficiados. Em uma conta simples, os bancos operadores embolsaram R$ 144 milhões em "spreads" das antecipações nesse período. Por outro lado, perderam em encargos "economizados" pelos produtores nas linhas de custeio, colheita, estocagem e aquisição pela indústria (FAC), além dos créditos especiais para recuperação de lavouras atingidas por granizo, refinanciamento de Cédulas de Produto Rural (CPRs) e linhas especiais de financiamento.

O governo comemora a tendência e projeta uma elevação nos pagamentos antecipados em razão do cenário internacional favorável para 2011. "Pelo cenário de preços e rentabilidade, deve aumentar essa antecipação", diz o diretor substituto do Departamento do Café, Thiago Masson. Entre as justificativas para o bom momento estão a quebra da produção na América Central, Colômbia e Vietnã. Isso reduziu a oferta mundial de café, "pulverizou" os estoques em mãos de países consumidores e provocou um aumento nos preços.

A reportagem é de Mauro Zanatta, para o jornal Valor Econômico, adaptada pela Equipe CaféPoint.
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Ronaldo Casado Figueiredo
RONALDO CASADO FIGUEIREDO

ABATIÁ - PARANÁ - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 17/03/2011

Essa reportagem só pode ser brincadeira, faz dez anos que o café está com preço baixo, o produtor sofrendo com problemas climáticos, preços abaixo do custo, agora com 60 dias que o preço melhorou, vem todo mundo falar que o produtor está ganhando dinheiro? E o que perdeu, ou deixou de ganhar nos anos passados? Quem é que tem café armazenado pra vender? Muitos dos produtores já venderam seus lotes, suas safras, pra pagarem compromissos, inclusive os bancos que cobram juros "baratos", tem que rir, pra não chorar.
Fernando de Souza Barros jr.
FERNANDO DE SOUZA BARROS JR.

SÃO PAULO - SÃO PAULO - TRADER

EM 15/03/2011



Numa análise simples vamos ver quantas sacas de café foram utilizadas para quitar este montante,pois se foi café de R$320,00 a saca é uma coisa e se foi de R$ 500,00 e´outra e depois de tantos anos exportando aumento de nossas dívidas e impostos (PIS e COFINS) balizando na Bolsa de N.York em cima de um produto que não é o nosso (é do Colombiano) e vendendo bem abaixo fizemos foi um dumping (venda abaixo da concorrencia) mesmo tendo 45/50% do mercado de café arábica do mundo.Portanto é ótimo se livrar das dívidas porém não confundir crédito com renda e entrar em outras.

Abraço e até mais
Robson França Rodrigues
ROBSON FRANÇA RODRIGUES

MUQUI - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 15/03/2011

Pergunto ao senhores que juros barato é este que o senhor Gilson mencionou.a pouco tempo atrás li uma reportagem sobre política de juros dos países,lá no Japão o juro era de 1% ao ano,na Inglaterra era de -1% ao ano,enfim os juros na maioria dos países eram neste patamar,agora o senhor Gilson vêm falar que este juros de ¨6.75% ao ano podendo chegar á 12% conforme disse o senhor Eli Valera,está barato para quem produz.O produtor está pagando suas contas não porque os juros estão barato é porque, o produto que ele têm está se valorizando ,e porque também,sempre foi tachado como caloteiro pelos bancos,e agora a situação é diferente,porque os produtores,nunca foram caloteiro a prova está ai,o que ele produz é que nunca foi valorizado.
ELI VALERA NABANETE
ELI VALERA NABANETE

MARUMBI - PARANÁ

EM 15/03/2011

Nao concordo absolutamento com o Sr Gilson quando diz que o produtor paga por que e um juro barato.Veja bem,somado-se aos juros pactuados de 6,75 a.a temos ainda o seguro do Proagro,seguro de Penhor e muitas vezes o seguro pessoal acrescidos ao principal.Temos ainda a cobrança pela elaboraçao do Projeto Tecnico.Isso tudo atinge um patamar de mais de 12% a.a.Foi o que o BB me cobrou.
Com a palavra quem entende melhor que eu,um simples e pequeno produtor de cafe.
Frank Scanavachi
FRANK SCANAVACHI

GUAPÉ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 14/03/2011

``Essa é a hora de o governo ajudar os produtores a finalmente se livrarem das
dívidas´´Deveriam dar insentivos Como descontos para aqueles que desejam
antecipar a liquidaçao das Dívidas com os Bancos e a União´´