Cafeduto: tubulação de água leva café morro abaixo

Em Ouro Fino, região montanhosa no sul de Minas, uma ideia simples atrai produtores e curiosos. O "cafeduto", construído pelo cafeicultor José Peres Romero, da Romero Estate Coffee é uma tubulação de PVC de 1.600 metros de extensão que transporta o café colhido do alto no morro até os terreiros e secadores. No topo do morro, duas nascentes foram represadas e a água, por gravidade, leva os grãos para o local de processamento.

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Em Ouro Fino, região montanhosa no sul de Minas, uma ideia simples, surgida há 30 anos, ainda atrai produtores e curiosos. O "cafeduto", construído pelo cafeicultor José Peres Romero, da Romero Estate Coffee é uma tubulação de PVC de 1.600 metros de extensão que transporta o café colhido do alto no morro até os terreiros e secadores. No topo do morro, duas nascentes foram represadas e a água, por gravidade, leva os grãos para o local de processamento.

"Tive a ideia depois de voltar de viagem a Israel, onde é preciso economizar cada gota de água", lembra Romero, que possui 200 hectares de café. "É um sistema simples, já que o café e a água descem por gravidade, sem gasto de energia. Essa água, que transporta o café, desceria naturalmente do morro." Antes, o café descia com carro de boi ou com trator. "Em dez minutos o café colhido chega lá embaixo."

O cafeduto, que tem parte da tubulação enterrada, levou cerca de um ano para ficar pronto e não exigiu projeto sofisticado. "Testei tubos de diversos materiais e a quantidade de grãos ideal, até chegar ao funcionamento atual, cuja vazão é de 120 litros de café/minuto", conta o produtor. A água, além de lavar os grãos sem fermentá-los, também ajuda na separação do café boia, cereja e verde.

Segundo Romero, café ideal é o que dá bebida de boa qualidade e produtivo. Por isso, vive em busca de tecnologias que possam melhorar a rentabilidade. Com produtividade de até 35 sacas/hectare, o cafeicultor adota manejo intensivo e, com cuidados após a colheita, garante a qualidade do produto. "Faço análise de solo e foliar, aplico calcário e gesso no solo, faço plantio adensado, tenho terreiros cobertos e cinco secadores e plantei árvores para servirem de quebra-vento e protegerem contra geadas."

A mais recente novidade foi o plantio de braquiária nas ruas do cafezal. "Assim como faço o manejo do mato, planto braquiária como cobertura verde." Segundo ele, a braquiária dispensa a aplicação de herbicidas para acabar com o mato e ajuda a processar nutrientes de interesse do cafeeiro. O pesquisador Roberto Antônio Thomaziello, do IAC-Apta, explica que a braquiária, como as gramíneas, tem uma relação elevada entre carbono e nitrogênio. "Incorporada paulatinamente, melhora a retenção de água, aumenta a fertilidade e otimiza o aproveitamento dos nutrientes pelo café. É opção barata e fácil", diz.

Vista parcial do cafeduto

Figura 1


Clique aqui para saber mais sobre a Homero Estate Coffee.

As informações são do jornal O Estado de São Paulo, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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Rafael Altoe Falqueto
RAFAEL ALTOE FALQUETO

VENDA NOVA DO IMIGRANTE - ESPÍRITO SANTO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 01/07/2009

Romero, parabéns pelo projeto.

Gostaria de auxiliá-lo a melhorar sua média de produtividade. Nas áreas da região Serrana onde presto consutoria a média está em torno de 55 sc/ha e com custo de 25 sc/ha a 30 sc/ha.

Atenciosamente.