Café torrado em grão e moído terá norma de qualidade

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, anuncia, às 14h30, desta segunda-feira (24), no auditório da sobreloja do Ministério da Agricultura, em Brasília, o regulamento de qualidade para o café torrado em grão e moído. Está é a primeira legislação publicada no País com essa finalidade e inédita do mundo. A norma prevê critérios rigorosos para garantir a pureza da segunda bebida mais consumida no Brasil. Dentre as regras estão percentuais máximos de impureza no produto e classificação quanto a características sensoriais como sabor, aroma e fragrância.

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O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, anuncia, às 14h30, desta segunda-feira (24), no auditório da sobreloja do Ministério da Agricultura, em Brasília, o regulamento de qualidade para o café torrado em grão e moído. Está é a primeira legislação publicada no País com essa finalidade e inédita do mundo. A norma prevê critérios rigorosos para garantir a pureza da segunda bebida mais consumida no Brasil. Dentre as regras estão percentuais máximos de impureza no produto e classificação quanto a características sensoriais como sabor, aroma e fragrância.

As marcas de café comercializadas no país terão de passar no teste de qualidade com um provador profissional da bebida. O teste será feito aleatoriamente com amostras retiradas das prateleiras do comércio. O governo vai checar ainda se o fabricante obedece ao teto de 1% para as impurezas, que passará a ser exigido na norma.

Os fiscais vão inspecionar as linhas de produção das fábricas e as amostras coletadas no comércio serão enviadas para um laboratório.

A gradação do teste varia de 0 a 10 pontos. A escala classifica os produtos como tradicional, superior e gourmet. O governo exigirá um mínimo de 4 pontos (tradicional). Os fabricantes que não atenderem aos critérios terão os lotes recolhidos e serão autuados. Em caso de reincidência, o ministério poderá fechar a indústria.

A pureza do café é medida hoje pela Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café), que atesta o cumprimento do teto com um selo. Segundo a instituição, 1.040 das 2.300 marcas nacionais são certificadas. Nos casos em que a auditoria da Abic encontrou irregularidades, as impurezas variaram de 5% a 25%.

"O consumidor vai ter uma segurança de que o café do dia a dia vai melhorar", diz Nathan Herszkowicz, diretor da Abic. Para o secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Manoel Bertone, a maior parte dos produtores tem condições de atender às novas regras. Ele diz não acreditar que a medida vá aumentar os preços.

De acordo com dados da Abic, o quilo do café tradicional custa em média R$ 10. A variação para o produto classificado como superior é de R$ 6 adicionais. O preço médio do café gourmet é R$ 30.

As informações são do Mapa e do jornal Folha de S.Paulo, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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