Café Seguro: programa foca boas práticas agrícolas

A primeira etapa da participação da Embrapa Café no Programa Café Seguro já tem saldo bastante positivo. De janeiro a junho, cerca de 2 mil pessoas - entre extensionistas, produtores, multiplicadores e formadores de opinião - participaram de vinte eventos da campanha de conscientização e orientação nos estados de Minas Gerais (regiões Sul, Cerrado e Zona da Mata) São Paulo e Paraná. Somando com as ações do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil - Cecafé e da Cooperativa Regional de Cafeicultores de Guaxupé - Cooxupé são por volta de 10 mil pessoas sensibilizadas.

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A primeira etapa da participação da Embrapa Café no Programa Café Seguro já tem saldo bastante positivo. De janeiro a junho, cerca de 2 mil pessoas - entre extensionistas, produtores, multiplicadores e formadores de opinião - participaram de vinte eventos da campanha de conscientização e orientação nos estados de Minas Gerais (regiões Sul, Cerrado e Zona da Mata) São Paulo e Paraná. Somando com as ações do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil - Cecafé e da Cooperativa Regional de Cafeicultores de Guaxupé - Cooxupé são por volta de 10 mil pessoas sensibilizadas.

"A Embrapa Café foi convidada a participar das ações para ajudar na divulgação, uma vez que tem capilaridade e sinergia com todas as regiões produtoras de café no Brasil. Por meio de palestras, dias de campo e divulgação de publicações, tais como cartilhas e folderes, os pesquisadores da Unidade têm explicado sobre a importância das boas práticas agrícolas e o uso correto dos agroquímicos nas lavouras de café para incrementar a qualidade do produto destinado à exportação", diz o gerente adjunto técnico, Paulo César Afonso Junior. Para a realização da campanha estão sendo aproveitados eventos tradicionais realizados nas regiões cafeeiras que normalmente recebem muitos representantes desse público.

A necessidade de um trabalho de orientação aos cafeicultores surgiu com as crescentes exigências dos mercados consumidores interno e externo, especialmente do Japão, no qual foram adotados Limites Máximos de Resíduos - LMRs em níveis inferiores aos aplicados no Brasil para alguns agroquímicos usados na produção de café. "Ano passado, os japoneses chegaram a recusar alguns lotes de café brasileiro por identificar resíduos de agrotóxicos acima dos limites toleráveis, o que deflagrou imediatamente o Programa", explica o gerente.

O objetivo principal do Café Seguro é repassar informações sobre o uso de agrotóxicos e os LMRs utilizados nos países importadores do produto brasileiro, em especial o Japão, para harmonização dos procedimentos aplicados no Brasil com os dos países interessados no café brasileiro. "Com essas ações já se atingiu cerca de 70 a 80% dos responsáveis pela produção a ser exportada. Hoje focada nos limites estabelecidos pela legislação japonesa, em breve a campanha será estendida aos demais mercados, garantindo competitividade da cafeicultura nacional, líder mundial na produção e exportação", garante Paulo.

Mais sobre o Programa

O Café Seguro foi criado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) e está sendo conduzido por um Grupo de Trabalho formado por representantes de instituições ligadas ao setor cafeeiro, como governo (Ministério da Agricultura, Embrapa), produção (Conselho Nacional da Agricultura - CNA, Conselho Nacional do Café - CNC, cooperativas), empresas fabricantes de defensivos (Sindicato Nacional da Indústria de Defensivos (Sindag) e tem coordenação e apoio do setor exportador, por meio do Cecafé. Também participam a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). As ações de conscientização têm enfoque em Boas Práticas Agrícolas com a identificação dos produtos autorizados, nas dosagens e aplicações indicadas, observando o período de carência do produto e proteção do aplicador e do ambiente.

As informações são da Embrapa Café, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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