O café robusta alcançou sua maior cotação, em Londres, desde janeiro de 2000, devido especulações baseadas na queda na produção do Vietnã, o maior produtor da variedade, e na diminuição dos estoques, que manteria a oferta sob pressão.
Neste ano, a produção mundial de café recuou 6,6%, para 106,3 milhões de sacas, informou na semana passada a Organização Internacional do Café (OIC). Os estoques caíram 51% neste ano, segundo a Bolsa de Mercadoria de Londres, LIFFE, citada em reportagem da Bloomberg publicada no AgroFolha.
De acordo com Ralph Hawes, chefe da mesa de café da corretora Sucden Ltd., de Londres, há um "aperto" no mercado e "Isso está ocorrendo devido aos fundos e ao persistente interesse dos especuladores, que estão gerando a alta dos preços."
A alta de 52% na cotação, nos últimos 12 meses, leva produtores da Ásia a adiar a venda de sua produção, informou a Sucden.
"Se uma alta adicional dos preços for vislumbrada no horizonte, os agricultores adiarão a venda de sua produção por algumas semanas", disse, na reportagem, Roland Vaessen, secretário-geral da Federação Européia do Café de Amsterdã, na Holanda.
No dia 14 deste mês, os estoques de robusta da LIFFE eram de 19.428 lotes de cinco toneladas, o equivalente a 1,6 milhão de sacas de 60 quilos, correspondendo a cerca de 1,4% do consumo mundial total (de robusta e de arábica) previsto para 2006.
Café robusta tem maior preço desde 2000
O café robusta alcançou sua maior cotação, em Londres, desde janeiro de 2000, devido especulações baseadas na queda na produção do Vietnã, o maior produtor da variedade, e na diminuição dos estoques, que manteria a oferta sob pressão.
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