Os preços futuros do café robusta avançaram ontem na Bolsa de Londres. Segundo analistas, a pressão exercida pelas exportações do Vietnã parece estar se dissipando, permitindo uma recuperação das cotações. O país asiático é o maior produtor mundial de robusta, variedade usada principalmente em blends de café solúvel. Na quarta-feira, os preços superaram a marca de US$ 1.600 por tonelada pela primeira vez em um mês. Ontem, o contrato com vencimento em janeiro subiu 0,9% e fechou a US$ 1.628 por tonelada.
Na mesma bolsa, o açúcar refinado registrou alta de 0,15%, mas pode recuar mais no curto prazo. A fraqueza do real deve estimular as exportações brasileiras e, como o país é o maior produtor da commodity, isso pressionaria as cotações internacionais. Além disso, as altas devem ser limitadas pela abundância do produto, com o avanço da colheita na índia e a produção maior na Tailândia.
Ainda em Londres, o cacau subiu 0,5% e fechou a 1.745 libras por tonelada, recuperando-se das perdas da sessão anterior. Apesar disso, as vendas da Costa do Marfim, maior produtor mundial, seguem pressionando o mercado.
A Bolsa de Nova York, que também negocia soft commodities, não abriu ontem por conta do feriado do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos. O mercado de grãos também ficou sem sua principal referência, a Bolsa de Chicago. Essas bolsas abrem hoje, mas o volume de negócios deve ser reduzido, já que muitos investidores só devem retornar na segunda-feira.
As informações são do O Estado de S. Paulo, adaptadas pelo CafePoint.
Café robusta sobe em Londres com pressão menor do Vietnã
Os preços futuros do café robusta avançaram ontem na Bolsa de Londres. Segundo analistas, a pressão exercida pelas exportações do Vietnã parece estar se dissipando, permitindo uma recuperação das cotações. O país asiático é o maior produtor mundial de robusta, variedade usada principalmente em blends de café solúvel.
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