Na última terça-feira (05), o Indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)/Esalq do café arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$443,98 por saca de 60 kg, recuo de 1% em relação à semana anterior.
Foto: Felipe Gombossy/Café Editora
As desvalorizações do grão no mercado internacional têm pressionado também as cotações domésticas da variedade. Nesse cenário, produtores estão retraídos, diminuindo o risco de comercialização no mercado. Em relação ao conilon, agentes também estão recuando e a liquidez segue baixa. O indicador do robusta tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, fechou a R$ 401,49 por saca de 60 kg na última terça, baixa de 1,9% em relação ao dia 29 de agosto.
No dia 24 de agosto, uma audiência pública realizada na Câmara dos Deputados tratou de assuntos recorrentes no negócio do café, principalmente a busca permanente por melhores preços. Para o diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), Nathan Herszkowicz, o tema é um direito dos cafeicultores, mas não dá para pensar em preço maior se a entrega não for correspondente.
"Bons preços, tirando as mudanças climáticas, são sempre em função de um equilíbrio entre oferta e demanda. Todo produtor, de qualquer produto, tem o mesmo problema e busca soluções", disse.De acordo com Herszkowicz, existe um segundo semestre cheio de incertezas.