Há quatro anos, Luiz Henrique Chorfi Berton vem trabalhando em sua dissertação de mestrado que trata da dinâmica de ácaros fitófagos e predadores em cafeeiros próximos à mata natural, conduzidos sob ação de acaricidas. A pesquisa tem como objetivo verificar a viabilidade de uso de um ácaro predador no controle dos que atacam os cafezais, causando prejuízos aos produtores.
"Hoje há mais de 100 ácaros pragas catalogados", disse o pesquisador, cujo trabalho é desenvolvido no Pólo Leste da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios - APTA. Segundo o Centro de Inteligência do Café, as espécies de ácaros mais freqüentes e com prejuízos sobre cafezais são o ácaro vermelho, ácaro branco, e o ácaro da leprose (ácaro plano).
O ácaro vermelho ataca as folhas do cafeeiro, especialmente os ponteiros da planta. As folhas atacadas (as novas) diminuem de tamanho, as ranhuras reduzem a área foliar e a fotossíntese, ocorrendo queima de folhas e perda de produção. O uso exagerado de fungicidas cúpricos e também de piretróides causa problemas, aumentando muito a população de ácaros, embora alguns dos piretróides sejam também acaricidas e não provoquem esse desequilíbrio. O uso de inseticidas do grupo dos neonicotinóides, mesmo via solo (especialmente para Thiametoxan), causa maior ataque do ácaro vermelho, provavelmente por alterar o conteúdo de aminoácidos ou hormônios no cafeeiro.
O ácaro branco é freqüentemente encontrado em viveiros de café, atacando também plantas no campo. Vive na parte inferior das folhas, principalmente das mais novas. As folhas atacadas tornam-se encurvadas, deformadas e ásperas. As folhas ficam de tamanho reduzido e ocorre pequena queda. Através do uso correto e restrito de defensivos protege-se os inimigos naturais dos ácaros - microjoaninhas, microorganismos e ácaros predadores.
O ácaro da leprose é importante apenas como vetor da doença da leprose do cafeeiro, à semelhança do que ocorre na leprose dos citrus. A sua população é encontrada em maior escala no final do período seco, em agosto/setembro, e o ácaro pode ser identificado sob lupa por ser mais plano e principalmente por uma mancha escura que apresenta no meio do seu dorso. É comum encontrar os ácaros em associações mais dentro da planta, junto às rosetas.
É freqüente a observação de outros ácaros presentes nas plantas de cafés, tratando-se quase sempre de ácaros predadores, sendo mais comuns os da família Phytoseiidae. As informações são do Jornal O Serrano, de Serra Negra/SP.
Café: pesquisador estuda controle biológico de ácaros
Há quatro anos, Luiz Henrique Chorfi Berton vem trabalhando em sua dissertação de mestrado que trata da dinâmica de ácaros fitófagos e predadores em cafeeiros próximos à mata natural, conduzidos sob ação de acaricidas. A pesquisa tem como objetivo verificar a viabilidade de uso de um ácaro predador no controle dos que atacam os cafezais, causando prejuízos aos produtores.
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