Café: pesquisa confirma poder antioxidante e protetor

Pesquisa desenvolvida pela nutricionista Sheila Andrade Abrahão tratou de comprovar os benefícios do café em uma tese de mestrado na Universidade Federal de Lavras (UFLA). No experimento, foi constatado que os ratos que consumiram apenas água permaneceram como estavam. Os que ingeriram uma substância causadora de doença semelhante à cirrose apresentaram um quadro agudo, afetando o fígado, e os que consumiram a substância causadora da doença, mais o café, mantinham o órgão em perfeitas condições de saúde. "A ingestão diária de café, em quantidade moderada, mostrou ser capaz de proteger o organismo destes animais, particularmente o fígado.

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Pesquisa desenvolvida pela nutricionista Sheila Andrade Abrahão tratou de comprovar os benefícios do café em uma tese de mestrado na Universidade Federal de Lavras (UFLA).

Ela se propôs a avaliar o potencial antioxidante e protetor de dois padrões da bebida café: rio (considerado de qualidade inferior) e mole (café de melhor qualidade). "Nós utilizamos modelos in vitro (laboratório) e in vivo (animais)", esclareceu.

Foram investigados o teor de compostos fenólicos, ácido clorogênico, cafeína, trigonelina e extrato aquoso das bebidas.

Os animais (ratos) foram distribuídos em três grupos de oito. O grupo 1 recebeu apenas água. O grupo 2, água e tetracloreto de carbono (substância que causa doença no fígado, semelhante à cirrose), e o grupo 3 recebeu tetracloreto de carbono e café (de boa qualidade). De acordo com a pesquisadora, a dose ingerida pelos ratos do terceiro grupo corresponde ao consumo humano diário de cinco xícaras (50 mls) de café.

Foi constatado que os ratos que consumiram água permaneceram como estavam. Os que ingeriram a substância causadora da doença apresentaram um quadro agudo de cirrose, afetando o fígado, e os que consumiram a substância causadora da doença, mais o café, mantinham o órgão em perfeitas condições de saúde. "A ingestão diária de café, em quantidade moderada, mostrou ser capaz de proteger o organismo destes animais, particularmente o fígado. Isto é o que chamamos de efeito hetoprotetor comprovado pelas provas da função hepática, pois no grupo 2, os animais apresentaram grave dano hepático e isto não ocorreu no grupo 3, onde os fígados permaneceram saudáveis", explicou.

No teste in vitro a bebida, independente da qualidade sensorial, apresentou alto poder redutor dos radicais livres. "Neste teste tivemos a confirmação da atividade seqüestrante de radicais livres, indicando ser este produto um potente antioxidante, podendo atuar no combate do envelhecimento, doenças cardiovasculares e o próprio câncer", informou Sheila, em reportagem do jornal Hoje em Dia/MG.
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