O presidente do Conselho Empresarial Peru-Coreia, Juan Varilias Velásquez, considerou que o café peruano tem mais teto para seguir crescendo na Coreia do Sul. O país, com seus mais de 51 milhões de consumidores, está atravessando uma série de mudanças socioeconômicas que podem favorecer mais a troca comercial.
Entre eles, mencionou a entrada das mulheres na força de trabalho em postos mais importantes e o acesso dos jovens a uma melhor educação e exposição a outras culturas, o que os inspira a buscar novas experiências e novos sabores no que se refere à gastronomia.
“A Coreia do Sul é o sétimo maior importador de alimentos no mundo e é a décima segunda maior economia do mundo. Os alimentos que importa procedem principalmente dos Estados Unidos, China e Austrália. Enquanto que o principal canal de comercialização são os hipermercados, os supermercados e as lojas de conveniência. O uso de tecnologia nas compras (compras móveis) também está ganhando força nesse país”.
Ele disse que os consumidores coreanos de alta renda priorizam os produtos premium, orgânicos e saudáveis, porque, para eles, é muito importante a rastreabilidade dos produtos para garantir a sanidade e a qualidade.
Com relação ao café, disse que, nos últimos anos, tem crescido bastante o número de lojas tipo Starbucks, devido à demanda crescente dos consumidores, principalmente entre os 20 e 30 anos. A venda de café na internet e em canais de televendas também ganha terreno por uma questão de comodidade e conveniência.
A Coreia do Sul importou café (verde, torrado e instantâneo) por US$ 594 milhões em 2014, 18% a mais que em 2013, e o surgimento de cadeias de venda de café (similares à Starbucks) potencializou a demanda do grão. No caso do café verde, no ano passado, o Peru foi o quarto fornecedor, depois de Colômbia, Brasil e Vietnã.
O consumo per capita aproximado de café é de 2,1 quilos, o que converte a Coreia do Sul no terceiro país consumidor per capita do leste e sudeste asiático.
“Dois nichos interessantes o constituem, o café premium e os cafés especiais. Os consumidores coreanos são cada vez mais sofisticados com relação ao sabor e à conveniência no momento de comprá-los, pois o estilo de vida nesse país é muito agitado”.
As informações são do El Comércio / Tradução por Juliana Santin
Café peruano tem potencial no mercado da Coreia do Sul
No caso do café verde, no ano passado, o Peru foi o quarto fornecedor do país asiático, depois de Colômbia, Brasil e Vietnã.
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