O Geofert, novo fertilizante organomineral, promete liberar os nutrientes no solo gradualmente, em até 30 dias, reduzindo o custo de mão-de-obra e equipamentos durante a adubação. Desenvolvido pela Geociclo, empresa de agrotecnologia, o produto teve a eficiência comprovada por grandes instituições e é destinado a culturas como café, grãos e hortifrúti.
Foto: Lucas Albin/Agência Ophelia
O insumo, produzido em pellets, concentra mineral, matriz orgânica bioativada proveniente de resíduo da cana-de-açúcar e micronutrientes, o que evita a segregação mineral, reduz a volatilização do nitrogênio, a fixação do fósforo e a lixiviação do potássio. Segundo o diretor da Geociclo, Ermani Judice, a liberação gradativa dos nutrientes favorece a absorção pelas plantas, promovendo um ambiente propício para um melhor desenvolvimento e evitando a salinização concentrada próximo as raízes.
A Geociclo prevê uma produção de cerca de 40 mil toneladas do fertilizante para esse ano, mas pretende chegar aos 100 mil até 2020. "Passamos cinco anos investindo em um produto diferente, melhor e mais sustentável. Agora estamos prontos para crescer com responsabilidade", afirma Judice. Para ampliar a base de distribuição, a empresa fechou parceria com a gigante norte-americana ALLTECH Crop Science, empresa especialista em nutrição vegetal.
No Brasil, foram realizados mais de 100 testes agronômicos em campo e casas de vegetação com colaboração de instituições como a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), que comprovaram a eficiência do fertilizante em diversas culturas, com ganhos de produtividade que superam os 20%.
