Café: Grande demais para quebrar
Já não é segredo para ninguém que o setor cafeeiro do Brasil e do estado vive uma das mais graves crises de sua história recente. Falta crédito, sobram dívidas, os estoques estão altos e os preços permanecem baixos. O preço da saca de 60kg, que já chegou a R$ 530, está hoje na faixa de R$ 240 - o que não cobre sequer o custo de produção. Não é exagero dizer que o setor está à beira do colapso.
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Cientes disso, o governo americano e de vários países da Europa blindaram, com fluxo de crédito regular e juros baixos, setores inteiros da economia, principalmente os ligados a grandes instituições financeiras. Também no Brasil, o governo agiu: cortou impostos de segmentos como o automotivo e linha branca e estimulou o consumo interno. A crise arrefeceu e o mundo percebeu que a frase estava certa. Tão certa que chegou a hora de ser aplicada a um dos mais importantes setores do agronegócio do país: o café.
Já não é segredo para ninguém que o setor cafeeiro do Brasil e do estado vive uma das mais graves crises de sua história recente. Falta crédito, sobram dívidas, os estoques estão altos e os preços permanecem baixos. O preço da saca de 60kg, que já chegou a R$ 530, está hoje na faixa de R$ 240 – o que não cobre sequer o custo de produção. Não é exagero dizer que o setor está à beira do colapso.
Como também não seria exagero dizer que, se tal colapso ocorresse, não seria bom para ninguém. Basta olhar os números. O estado é responsável por 51,4% da safra nacional de café. A safra mineira de 2013, de 25 milhões de sacas, se estende por mais de 600 municípios. Em 2012, as exportações mineiras de café somaram US$ 3,8 bilhões, contribuindo para o saldo positivo da balança comercial brasileira.
No estado, a cadeia de produção do café envolve, direta e indiretamente, cerca de 4 milhões de pessoas – mais do que toda a população da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Se o setor parasse, colocaria um ponto final no longo período de pleno emprego que, segundo dados do governo federal, o país vive hoje.
O governo de Minas está ciente da gravidade da crise e tem sido um aliado precioso para os produtores. Em abril, o governador Antonio Anastasia já havia solicitado ao governo federal o estabelecimento de preço mínimo para a saca. No fim de outubro, o governador voltou a apresentar à presidente Dilma Rousseff, em Belo Horizonte, uma nova pauta de reivindicações, classificando a situação como “dramática”.
O quadro é, de fato, dramático. As poucas medidas efetivamente liberadas até agora pelo governo federal só surtirão efeito em março de 2014. Até lá, é provável que muitos produtores já tenham encerrado suas atividades. Para evitar isso, o que precisamos agora é da interrupção imediata de todos os vencimentos das dívidas por um prazo de 90 dias e o lançamento de um programa para geração de renda para os produtores em curtíssimo prazo. São medidas de sobrevivência, que permitirão aos cafeicultores respirar e ter tranquilidade para buscar soluções sustentáveis para o setor – nossa meta principal.
A presidente Dilma Rousseff já demonstrou sensibilidade para auxiliar setores da economia – principalmente ligados à indústria e varejo – que enfrentavam dificuldades provocadas por turbulências externas. Acreditamos, portanto, que ela terá agora a mesma sensibilidade em relação ao setor cafeeiro. Presidente, acredite: o setor do café, no Brasil, é grande demais para quebrar. As consequências do agravamento da crise seriam dramáticas para o país. O governo federal tem recursos suficientes para evitar o colapso.
Artigo do presidente do SISTEMA FAEMG (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas), Roberto Simões, veiculado pelo jornal Estado de Minas, adaptado pelo CafePoint
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RIBEIRÃO PRETO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 06/11/2013
OTIMAS COLOCACOES.
FANTASTICO.
MAS VAMOS AOS FATOS.... AUTOMOVEL E GELADEIRA SAO CONSUMIDOS DIRETAMENTE POR MILHOES DE BRASILEIROS, O PRECO INDIVIDUAL EH ALTO . ENTAO O BRASILEIRO SENTE DIRETAMENTE NO BOLSO, QUANDO O GOVERNO MEXE NISSO ELE GANHA VOTOS.
NO CAFE QUE EH PAGO AO PRODUTOR NINGUEM VE, NINGUEM SENTE. VOCE LEMBRA QUANTO ERA O CAFE NO SUPERMERCADO DURANTE OS PRECOS DE 500,00... ERA EM TORNO DE 5,00 (1/2 QUILO), HOJE JA É 6,00.
PERCEBE QUE ISSO NAO DA VOTO. NUNCA O GOVERNO VAI FAZER ALGO COMO FEZ COM OS CARROS E AS GELADEIRAS.

ITAIPÉ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 05/11/2013
http://www.cafepoint.com.br/cadeia-produtiva/giro-de-noticias/ruralistas-pedem-mais-r-35-bi-para-enfrentar-a-crise-49815n.aspx
como destaque.
Será que ajuda do governo está resolvendo?
Crise vem apenas de excesso de produção.

SÃO SEBASTIÃO DO PARAÍSO - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 05/11/2013

ANDRADAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 04/11/2013
É bastante educativo para quem continua acreditando que "nossas" lideranças lurarão pelo setor. A crise e as forças de mercado, com o sacrifício e a "quebra" de vários colegas que vivem desse negócio e, portanto, não tem como se manter vendendo café a R$ 220,00 o saco, colocarão as coisas no lugar nos próximos anos. No sul de Minas poucos cafeicultores estão cuidando de suas lavouras. O problema ainda não será sentido na safra de 2014, porque, mesmo sem cuidados, as reservas existentes nas lavouras cuidarão de manter a produção. Mas, infelizmente, na safra de 2015, poderá haver uma quebra de 40% a 50% na produção da região. Quem viver verá...
LAJINHA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 03/11/2013

IRUPI - ESPÍRITO SANTO
EM 03/11/2013
que não se fecha mais. O governo na verdade é um agiota. Perigoso!! Te empresta, abre portas para empréstimos; o governo tem a real noção de que os produtores não vão conseguir pagar sua dividas. Por isso está prestes a abrir a temporada de leilão de fazendas. Esse governo ja sabia que viria uma tempestade na crise do café, mas não alertou ninguém; pelo contrario, nos deixou sozinhos.

SÃO JOSÉ DO RIO PARDO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 02/11/2013

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS
EM 02/11/2013

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS
EM 02/11/2013

CÁSSIA - MINAS GERAIS - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS
EM 02/11/2013
A politica é abastecer o mercado e criar sempre uma dependência do café do Brasil. O preço será consequência e não obrigação..

OLIVEIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 01/11/2013

IBAITI - PARANÁ - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 01/11/2013
O único perdedor com essas políticas "patéticas" é o pobre do produtor que a cada dia é mais explorado e que quanto mais se fala no assunto, pior fica. Notem os senhores, que apesar do longo tempo desta crise, o reflexo dos preços baixos pagos ao produtor não chegou, nem de perto, ao consumidor final. Quem está ganhando com isso? Penso que a resposta seja óbvia. Se o consumidor final também não se beneficia com os preços baixos pagos aos produtor, como estimular o consumo? Estimular o consumo talvez seja um caminho para amenizar a crise. Aqui no Paraná, o valor médio da saca de café de 60 kg na data de ontem foi de apenas R$ 217,98 por isso, sinto no "osso".
CAMBUQUIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 01/11/2013
Sugiro que todo produtor que tiver um bom café que tenha chance de ser exportado, passe antes em um triturador e quebre os seus grãos, para não permitir a sua exportação. Perdido por um perdido por mil. Quero ver exportadores ganharem, quero ver o governo ganhar divisas com o suor e o sangue dos cafeicultores. Venda que so servem para torrefações no mercado interno. No mesmo instante esta cambada de safados saem da moita.
Tem muita gente vivendo do café, fingindo que estão nos representando, e mais acomodados do que meros funcionarios publicos em mais uma reunião banal discutindo o sexo dos anjos. Cada vez que vejo nossos representantes dizendo que estão se reunindo com o falido MAPA, sindo uma dor de barriga enorme e tenho a visão de ver os escrementos rodopiando com a água da descarga de uma privada. Chega de hipocrisia.

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS
EM 01/11/2013

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS
EM 01/11/2013

MATIPÓ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 01/11/2013
Como também não seria exagero dizer que, se tal colapso ocorresse, não seria bom para ninguém. Basta olhar os números".
Prezados, também não seria exagero dizer que tal colapso já esta ocorrendo! Vivo isso na pele e muitos cafeicultores esse ano não vão conseguir pagar suas dívidas com o fruto de seu trabalho, o café. E nem mesmo ter recurso no banco para compras de defensivo e adubos, pois terão que fazer um novo empréstimo para pagar a dívida passada ou seja renovar a dívida! Assim basta olhar os números, ou melhor o bolso do cafeicultor que esta zerado!

ITAIPÉ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 01/11/2013
1 - Estimular a Safra Zero - financiar de alguma forma a renovação das lavouras de forma maciça por esqueletamento ou recepa
2 - Permitir a livre importação de café certificado da ICE - Brasil é o segundo maior consumidor isso irá pressionar os concorrentes da praça formadora de preço.
3 - Para manter um nível de estoque reguladora, opções de PUT serão sempre oferecidos no nível (Strike) de 1/2 salário mínimo para 10% da média (em volume) das exportações dos últimos 3 anos. A vende destes estoques será sempre em leilão frequente com preço mínimo de 3/4 salário mínimo. A entidade responsável irá estar sempre na praça trocando os estoques por safra nova.
No longo prazo - Criar níveis de preço, acima das quais não haverá financiamentos (subsidiados) para a cafeicultura. Por exemplo - quando a média de preço na BMF dos últimos 6 meses for acima de 1/2 salário mínimo, os bancos não aceitariam novos pedidos de financiamentos(subsidiados) para Plantios novos e custeio. Permitindo apenas aquisições de máquinas com fontes subsidiados.
Se o preço do café estiver recompensador, evidente que financiamentos com juros de mercado estarão sempre disponíveis para quem tem cadastro.
Tem sempre interesses contrários ao remédio necessário. Está na hora de entender que se tem câncer, quimioterapia é solução mas não deixa de ser desagradável. Ou pode imaginar que está tudo bem e continuar com a doença.
IRUPI - ESPÍRITO SANTO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 01/11/2013
Não sabe que o governo dá mas cobra...
Produtor não precisa de crédito e sim preço em seu produto.

SÃO JOSÉ DO RIO PARDO - SÃO PAULO - DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS (CARNES, LÁCTEOS, CAFÉ)
EM 31/10/2013

MIMOSO DO SUL - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 31/10/2013