Café fecha setembro registrando mínimas em oito meses

Se agosto foi muito positivo no mercado internacional do café, setembro foi o oposto total. A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures), balizadora da commoditie no mundo para o arábica, devolveu todos os ganhos de agosto e caiu aos patamares mais baixos em oito meses, ou desde o final de janeiro.

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Se agosto foi muito positivo no mercado internacional do café, setembro foi o oposto total. A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures), balizadora da commoditie no mundo para o arábica, devolveu todos os ganhos de agosto e caiu aos patamares mais baixos em oito meses, ou desde o final de janeiro.

As preocupações com a crise econômica nos Estados Unidos e na zona do euro voltaram com força e as commodities despencaram ao longo do mês nas bolsas de futuros. Investidores fugiram de mercados de maior risco e buscaram papéis mais seguros, o dólar subiu contra outras moedas, e naturalmente o café recuou, como outros produtos.

Além disso, mais para o final do mês, a indicação de um outubro de mais chuvas, favoráveis ao cinturão cafeeiro em período de floradas, pressionou as cotações do café. As condições deverão ser melhores com vistas à safra 2012, que será uma safra maior em função do ciclo bienal da cultura.

No mercado brasileiro, o que evitou um impacto maior sobre as cotações foi justamente a subida do dólar. A alta da moeda americana limitou o efeito das perdas internacionais sobre os preços do café em reais no Brasil. Foi um setembro moroso, de compradores e vendedores na defensiva, observando a volatilidade da Bolsa de NY.

A Bolsa de NY no contrato dezembro do arábica fechou o dia 29 de setembro a 231,15 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 19,8% no acumulado do mês, no comparativo com o final de agosto, quando o mercado fechara a 288,25 cents/lb. Foi apagado todo o ganho de agosto, quando NY teve alta acumulada de 18,3%.

No balanço mensal no mercado físico brasileiro de café, o arábica bebida boa no sul de Minas Gerais terminou a quinta-feira (29) a R$ 510,00 a saca de 60 quilos, com declínio de 1,9% no comparativo com o final de agosto (R$ 520,00 a saca). A alta do dólar comercial (de 15,7% em setembro até o dia 29) foi claramente o fator que impediu uma consequência maior das perdas externas no mercado nacional.

As informações são da Agência Safras, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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