O brasileiro colocou o pé no freio na hora de comprar café no supermercado em 2012, mas uma mudança no comportamento nas classes D e E evitou o que poderia ser considerado um ano de queda para o setor.
De acordo com pesquisa da consutoria Kantar Worldpanel, promovida pela Abic - Associação Brasileira da Indústria do Café, de janeiro a setembro de 2012 as compras de bens não-duráveis, entre eles o café, tiveram um crescimento de apenas 5%, taxa menor que a de 11% verificada entre 2010 e 2011.
O ano só não foi pior porque consumidores das classes D e E aumentaram em 4% o número de unidades compradas entre janeiro e setembro de 2012, o que demonstra um aumento forte da demanda do produtos no Brasil nas camadas mais pobres da população.
A recente pesquisa da ABIC revela que, entre 2003 e 2010, o percentual de pessoas que declararam, espontaneamente, ter o café entre as bebidas habituais e que o haviam consumido no dia anterior e no dia da pesquisa aumentou de 85% para 91% na faixa dos 15 aos 19 anos; de 83% para 90% na faixa dos 20 aos 26 anos; de 86% para 94% na faixa dos 27 aos 35 anos e acima dos 36 anos, de 96% para 98%. Ou seja, o café, que até quinze anos atrás tinha como grande consumidor o público mais velho, está conquistando os jovens.
Plano Estratégico para o Desenvolvimento do Setor Cafeeiro
Paralelo ao crescente consumo interno pela nova classe média e jovens, o café experimenta momento especial em relação à produção e à qualidade do grão. A avaliação é de Jamilsen Santos, da Embrapa Café.
Ele coordena dentro da Embrapa Café, em parceria com empresas e instituições participantes, o Consórcio Pesquisa Café, que tem por objetivo a Transferência de Tecnologias para Melhoria da Qualidade do Café Produzido pela Agricultura Familiar.
O projeto contempla o Plano Estratégico para o Desenvolvimento do Setor Cafeeiro até 2015 e tem por objeivo instalar unidades demonstrativas de tecnologias pós colheita e realizar treinamentos nas principais regiões produtoras.
“A café brasileiro sempre foi de vanguarda. Produzimos praticamente um terço da produção mundial e estivemos sempre à frente. Tivemos problemas de qualidade mas conseguimos reverter um quadro até pejorativo nos últimos anos”, afirma.
Mais de 700 pesquisadores de cerca de 40 instituições desenvolvem atualmente 74 projetos de pesquisa com 355 planos de ação através do Consórcio Pesquisa Café.
As informações sao do Expresso MT, adaptadas pelo CafePoint.
Café entre jovens e classes D e E
Em recente pesquisa da ABIC - Associação Brasileira da Indústria do Café, revelou-se o crescimento do consumo do café entre as classes D e E e também que a bebida está conquistando os jovens brasileiros.
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