A 38ª edição do Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras, promovida na semana passada em Caxambu, no Sul de Minas, teve como tema "Boas tecnologias difundir, para o café bem florir". O objetivo do evento, realizado pela Fundação Procafé, de Varginha, foi levar aos produtores e extensionistas as informações atuais da pesquisa cafeeira. "O congresso é uma prestação de contas da pesquisa para esse público", diz o pesquisador José Braz Matiello, organizador do evento.
O diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Guilherme Braga, destacou em sua palestra que o mercado consumidor do grão no mundo continua crescendo, sinalizando boa perspectiva para um país produtor como o Brasil. No entanto, segundo ele, em um cenário de produção ponderada, a tendência é de estabilidade para o mercado cafeeiro.
O Brasil tem se saído bem nas exportações e um fator fundamental para isso tem sido a melhoria da qualidade do café colhido no país. Braga lembrou a importância de o país continuar investindo em campanhas de imagem para o mercado externo com base em duas vertentes: a sustentabilidade do café brasileiro, uma realidade no campo, e a alta qualidade dos cafés.
O congresso reuniu 100 trabalhos nas mais diversas áreas de interesse, como doenças e pragas do café, sementes, mudas e manejo. Trabalhos sobre adubação, podas e irrigação também foram discutidos, assim como questões relacionadas com a colheita, qualidade e o melhoramento genético.
O gerente geral da Embrapa Café, Gabriel Bartholo, e o gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Unidade, Antonio Guerra, participaram do evento, com o objetivo de identificar contribuições dos temas apresentados para alinhamento de linhas de pesquisas futuras para o Consórcio Pesquisa Café.
Um dos pontos altos do congresso foi a apresentação das cultivares mais recentes desenvolvidas no país, registradas ou não. Pesquisadores da área de melhoramento genético da Fundação Procafé, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) reuniram informações sobre características e resultados que vêm sendo alcançados com a pesquisa de mais de 20 cultivares de café no Brasil.
Cultivares resistentes a doenças e pragas, como tolerância à seca, com maior produtividade e outras características que se mostram necessárias estão sendo registradas continuamente.
As informações são de O Estado de Minas, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Café em pauta no Sul de Minas
38ª edição do Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras, ocorrido semana passada em Caxambu-MG, debateu os avanços das pesquisas voltadas para a melhoria da técnica de produção do grão no estado. Além de pesquisadores e técnicos, evento contou ainda com a participação de Guilherme Braga, do Cecafé e Gabriel Bartholo, da Embrapa Café.
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