Café dominicano recebe Certificação de Origem da União Europeia

O selo de qualidade permitirá que o café de Valdesia concorra com outras marcas premium.

Publicado por: CaféPoint

Publicado em: - 2 minutos de leitura

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

A União Europeia (UE) concedeu o Certificado de Denominação de Origem Protegida (DOP) para o café produzido na região de Valdesia, sul da República Dominicana. O selo de qualidade reposiciona o cultivo entre os quatro grandes produtos agroindustriais de exportação do país.

Foto: Felipe Gombossy/Café Editora
                                Foto: Felipe Gombossy/ Café Editora

O representante da UE na região, o embaixador Alberto Navarro, anunciou durante cerimônia oficial uma contribuição de assistência técnica e financeira de 1,7 milhão de euros (US$ 1,98 milhão) para combater o fungo da ferrugem, doença que tem destruído plantações de café na República Dominicana e contribuído para o declínio na produção.

Segundo ele, apesar da queda nas exportações de café dominicano, há esperanças de que o selo impulsione o setor. "Há dez anos, o país exportava 160.000 quintais (122,6 mil sacas de 60 quilos) por ano, agora saem do país cerca de 25.000 quilos apenas, devido ao impacto da ferrugem, da mudança climática e da indústria de café nos países desenvolvidos e sua influência nos mercados internacionais”.

O ministro da economia, Isidoro Santana, a convite do Conselho Nacional do Café (CNC) recordou: “Apesar da República Dominicana ser um país produtor de café há séculos, não tem sido destaque no mercado internacional em qualidade ou quantidade e seus preços têm sido abaixo das cotações da bolsa”. Ele citou que essa cultura, em seus anos de glória, contribuía com quase 20% das exportações nacionais. “Há 20 anos, a exportação de café representava 7% do valor das embarcações. Em 2016, esse número caiu para 0,2% (US$ 4,7 milhões)”.

Enquanto outros países creditavam uma marca e vendiam a preços mais elevados, por ter terras e climas muito adequados para o tamanho, cor, aroma e sabor dos grãos demandado pelos consumidores exigentes, os cafeicultores nacionais foram afetados por uma política impositiva que desencorajou a produção.

De acordo com o ministro da economia, a importância do selo de qualidade da União Europeia permitirá que o café de Valdesia concorra com muitas marcas internacionais premium.

Com a certificação, o café de Valdesia se torna o único café do mundo reconhecido pela UE como Denominação de Origem Protegida (DOP) e o único produto alimentar em três continentes (Oceania, África e América) que obtém este selo de qualidade sob o sistema de registro comunitário europeu.

O vice-ministro das Relações Exteriores, Hugo Rivera, comentou que na região de Valdesia, mais de 6.700 famílias de pequenos e médios produtores tem o café como sua principal fonte de renda. Ele considerou que o produto é equivalente a um símbolo do poder econômico das terras altas de Peravia, San Cristóbal e San José de Ocoa, e que a certificação pela UE é o resultado do trabalho de pequenos e médios produtores pertencentes à quarta ou quinta geração de cafeicultores.

As informações são da agência EFE / Tradução Juliana Santin
Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

Publicado por:

Foto CaféPoint

CaféPoint

O CaféPoint é o portal da cafeicultura no Brasil. Contém análises de mercado, perspectivas, cotações, notícias e espaço para interação dos leitores, além de artigos técnicos que abordam produção, industrialização e consumo de café. Acesse!

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe CaféPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.