A Associação Brasileira da Indústria de Café - Abic tem a honra de comunicar a composição do Conselho Gestor eleito para o triênio 2008-2011:
Presidente: Almir José da Silva Filho (Toko - Ind. e Com. Exp. e Imp. Ltda. - MG)
Vice-Presidente: Guivan Bueno (Café Damasco S/A - PR)
Conselheiros:
Pedro Alcântara Rêgo de Lima (Santa Clara Ind. e Com. de Alimentos Ltda. - CE);
Sydney Marques de Paiva (Café Bom Dia Ltda - MG);
Ewaldo Wachelke (MERCACEL - Mercantilde Café e Cereais Ltda - PR);
Antônio Paulino Martins (Cia. Cacique de Café Solúvel - SP);
José Carlos da Silva Junior (São Braz S/A Ind. e Com. de Alimentos - PB);
Dagmar Oswaldo Cupaiolo (Café Lourenço Ind. e Com Ltda. - SP);
Natal Martins (Café Canecão Ltda. - SP);
Egídio Malanquini (Vista Linda Ind. e Com. de Cafés Especiais Ltda. - ES);
Márcio Reis Maia (Icatril Ind. de Café do Triângulo Ltda. - MG).
Diretor Executivo: Nathan Herszkowicz
Mineiro de Rosário da Limeira, cidade de pouco mais de 4 mil habitantes, localizada na Zona da Mata, o novo presidente da Abic, Almir José da Silva Filho, diz ser natural que um mineiro chegue a presidente da Abic, até pela imensa importância do estado nos cenários nacional e mundial. No Brasil, o café é produzido em 11 estados e em 1.850 municípios. São 2,3 milhões de hectares plantados, e a produtividade média é de 21,63 sacas por hectare. Mas é em Minas onde está a maior produção.
Em 2007, o mercado brasileiro consumiu 17,1 milhões de sacas de café, um acréscimo de 4,74% em relação a 2006, quando o país havia consumido 16,3 milhões de sacas. Para 2008, a previsão do setor é de 18,1 milhões de sacas, com renda de R$ 6,8 bilhões. Em entrevista à Janaína Oliveira, do jornal Hoje em Dia, Almir Filho, prevê um encarecimento da xícara ao passo que os custos na lavoura estão aumentando.
Segundo Almir, "o Brasil tem mantido sua participação no mercado internacional, mas o produtor de café está em situação desconfortável, principalmente em relação à variação cambial. Hoje, a saca do grão verde é vendida a R$ 250. Mas o preço não paga o custo da produção. Quanto às perspectivas futuras, infelizmente não há nada de mágico para acontecer. A esperança é que voltemos a equilibrar as contas, que não estão fechando".
"Desde a implantação do Plano Real, há 14 anos, o café só subiu 40% para o consumidor. Em contrapartida, o salário mínimo aumentou 500%, a energia elétrica está 600% mais cara e a inflação beira os 300%. Além disso, o grão verde e os impostos representam 65% do preço final da indústria. Se sobe tão pouco para o consumidor, a cadeia daí para trás fica sacrificada. Mas a nossa expectativa é de que, finalmente, haja correção dos valores", afirmou.
De acordo com o presidente da Abic, o café vem melhorando sistematicamente a cada ano e isso é reflexo do comportamento do consumidor. O selo de pureza, que é precursor do selo da qualidade, já tem quase 20 anos e manteve a fraude sob controle. Hoje, das mais de 2 mil marcas do mercado, cerca de 300 são certificadas. E Minas Gerais é campeã neste quesito. Mais da metade das marcas do Estado, aproximadamente 26, têm a certificação.
Na opinião de Almir Filho, o café brasileiro não é superior ao dos concorrentes. "Temos qualidade equivalente, mas o país ganha em variedade. O que acontece é que o produto do Brasil atende a todos os paladares e possui os mais diferentes sabores, capazes de seduzir qualquer consumidor, em qualquer parte do mundo. Anualmente, o país produz de 45 a 50 milhões de sacas, enquanto o Vietnã, segundo colocado, é responsável por 17,5 milhões de sacas. O café brasileiro responde por 30% de todo o grão exportado no mundo", diz.
Em suas palavras, o consumo per capita no país é de 4,43 quilos por ano, enquanto os países nórdicos consomem 8,5 quilos. Em sacas, o Brasil consome 17 milhões, menos que os Estados Unidos, que ficam entre 18 e 20 milhões. Portanto, ainda há muito potencial para ser explorado e muito consumidor para ser conquistado, não só aqui como no mundo todo. O chinês, por exemplo, só agora está começando a adquirir o gosto pela bebida.
Quando questionado sobre os principais desafios que poderá enfrentar como presidente da Abic, Almir destacou que será necessário desenvolver rentabilidade e sustentabilidade para o agronegócio. "Indústria, lavoura e cafeicultura terão que se abraçar numa aliança sólida para que a atividade seja bem remunerada. Para um café de boa qualidade, os setores devem ser convencidos de que são interdependentes", concluiu. (com informações da Abic)
Café deve ficar mais caro, afirma presidente da Abic
"Desde a implantação do Plano Real, há 14 anos, o café só subiu 40% para o consumidor. Em contrapartida, o salário mínimo aumentou 500%, a energia elétrica está 600% mais cara e a inflação beira os 300%. Além disso, o grão verde e os impostos representam 65% do preço final da indústria. Se sobe tão pouco para o consumidor, a cadeia daí para trás fica sacrificada. Mas a nossa expectativa é de que, finalmente, haja correção dos valores", afirmou o novo presidente da Abic, Almir José da Silva Filho.
Publicado por: CaféPoint
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