A cerimônia de entrega do registro de indicação de procedência para o café da região da Serra da Mantiqueira, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), acontece hoje, dia 2, em Carmo de Minas. O INPI reconhece dois tipos de indicação geográfica: o de indicação de procedência (IP) e denominação de origem (DO). O evento vai contar com a presença do secretário da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Elmiro Nascimento.
Esta é a segunda região mineira e a primeira do Sul de Minas a obter o Selo de Indicação Geográfica (IG), na modalidade de Indicação de Procedência do café. O cerrado foi a primeira região que recebeu esse status, seguido agora, da região da Serra da Mantiqueira, que é composta por dezessete municípios.
O IMA realiza desde 1995, o reconhecimento de origem e qualidade de cafés produzidos em algumas regiões do Estado, como cerrado, Sul de Minas, além dos cafés das Matas e Chapadas. O objetivo é agregar valor e criar um diferencial aos produtos reconhecidos para que eles ganhem mercado e preço.
A criação da região dos cafés da Serra da Mantiqueira aconteceu em 2006, através da Portaria do IMA nº 805, alterada pela de nº 820/2006 estabelecendo indicação geográfica protegida para o Sul do estado, com a denominação "Região dos Cafés da Serra da Mantiqueira".
A marca geográfica prevista compreende as áreas de produção de café da Associação dos Produtores de Café da Mantiqueira (APROCAM), com sede no município de Carmo de Minas. A região se caracteriza pelas condições climáticas propícias ao cultivo e produção do café, além de uma tradição na produção de cafés especiais. Compete ao IMA oficializar as indicações geográficas no estado, para fins de validação junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
Segundo o diretor-geral do IMA, Altino Rodrigues Neto, o selo concedido pelo INPI é importante para que os produtores mineiros ganhem mercado com a agregação de valor ao produto. "E atesta para o consumidor que o produto em questão possui propriedades de origem e qualidade diferenciadas", completa.
Altino Rodrigues ressalta ainda, o trabalho de reconhecimento de origem de diversos produtos mineiros que o IMA executa. "Esse reconhecimento dá importante suporte aos produtores rurais, contribuindo para o desenvolvimento econômico das regiões produtoras de cafés e de outros produtos mineiros", ressalta.
Reconhecimento de Origem
O IMA já reconheceu outras seis regiões produtoras de café (café do Cerrado, das Matas de Minas, do Sul de Minas, das Chapadas (região de Capelinha), além do café das Terras Altas e do Alto Paraíso (ligado a cooperativa de São Sebastião do Paraíso) e produtos artesanais da região Noroeste do estado, denominado Dom de Minas - ligado a agricultura familiar.
Além disso, o Instituto já reconhece no estado, a denominação de origem para o própolis verde, envolvendo mais de 100 municípios mineiros, cuja DO pertence à Federação de Apicultura do Estado de Minas Gerais.
Outros trabalhos de indicação geográfica englobam os queijos artesanais das regiões do Serro, Cerrado, Canastra, de Araxá, Alto Paranaíba e Campo das Vertentes.
As informações são da Agência Minas, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Café da Mantiqueira recebe registro de Indicação de Procedência para o café
A cerimônia de entrega do registro de indicação de procedência para o café da região da Serra da Mantiqueira, concedido pelo INPI, acontece hoje, em Carmo de Minas. Esta é a segunda região mineira e a primeira do Sul de Minas a obter o Selo de Indicação Geográfica (IG), na modalidade de Indicação de Procedência do café.
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