Gráfico 1. Contrato café, ICE Futures U.S.

De acordo com índices do Cepea/Esalq, a perda de competitividade das exportações brasileiras do agronegócio em virtude da persistente valorização do real em relação ao dólar sofreu significativo aprofundamento no terceiro trimestre deste ano. Até junho, informou o Cepea, o "real pressionado compensava em parte a queda de preços em dólares, incentivando as vendas do agronegócio no mercado externo". Com o comportamento de câmbio e preços entre julho e setembro, essa compensação deixou de existir e afetou o balanço da competitividade nos primeiros nove meses do ano.
O dólar comercial, após alcançar o maior patamar de novembro na última sessão, se rendeu ao bom humor dos mercados e fechou com forte queda de 1,65% - maior variação negativa desde 15 de julho -, sendo cotado na venda a R$ 1,724. Com os eventos de Dubai perdendo força, indicadores econômicos de Estados Unidos e China animaram os investidores no primeiro pregão de dezembro. No ano, a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 26,23%.
Gráfico 2. Cotação do dólar (R$)

Na BM&FBovespa todos os contratos registraram alta. O vencimento, março/10, fechou a US$ 172,95, com aumento de US$ 1,35. A maior alta foi registrada para os contratos com vencimento maio/10, de US$1,60, fechando a US$176,00.
No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do café fechou a R$ 278,55, alta de 0,39%, segundo o indicador Cepea/Esalq.
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Equipe CaféPoint, com informações do jornal Valor Econômico e InfoMoney.
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