Café: cotações em NY seguem em alta

Os preços do café atingiram esta terça-feira (01) em Nova York o patamar mais elevado das últimas seis semanas, diante da expectativa de que a oferta do produto de melhor qualidade possa diminuir. Analistas ouvidos pela Bloomberg acreditam que a safra brasileira de café pode sofrer perdas na qualidade por conta das chuvas que atingem as principais regiões produtoras do país. A queda das exportações brasileiras em novembro foi outro fator de sustentação.

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Os preços do café atingiram esta terça-feira (01) em Nova York o patamar mais elevado das últimas seis semanas, diante da expectativa de que a oferta do produto de melhor qualidade possa diminuir. Analistas ouvidos pela Bloomberg acreditam que a safra brasileira de café pode sofrer perdas na qualidade por conta das chuvas que atingem as principais regiões produtoras do país. Os contratos para março subiram 70 pontos e terminaram o dia a US$ 1,427 por libra-peso, depois de terem alcançado a máxima de US$ 1,446, o maior preço desde 19 de outubro. A queda de 14,6% das exportações brasileiras em novembro foi outro fator de sustentação. Mês passado, o país exportou 2,43 milhões de sacas ante as 2,85 milhões de novembro de 2008.

Gráfico 1. Contrato café, ICE Futures U.S.

Figura 1


De acordo com índices do Cepea/Esalq, a perda de competitividade das exportações brasileiras do agronegócio em virtude da persistente valorização do real em relação ao dólar sofreu significativo aprofundamento no terceiro trimestre deste ano. Até junho, informou o Cepea, o "real pressionado compensava em parte a queda de preços em dólares, incentivando as vendas do agronegócio no mercado externo". Com o comportamento de câmbio e preços entre julho e setembro, essa compensação deixou de existir e afetou o balanço da competitividade nos primeiros nove meses do ano.

O dólar comercial, após alcançar o maior patamar de novembro na última sessão, se rendeu ao bom humor dos mercados e fechou com forte queda de 1,65% - maior variação negativa desde 15 de julho -, sendo cotado na venda a R$ 1,724. Com os eventos de Dubai perdendo força, indicadores econômicos de Estados Unidos e China animaram os investidores no primeiro pregão de dezembro. No ano, a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 26,23%.

Gráfico 2. Cotação do dólar (R$)

Figura 2


Na BM&FBovespa todos os contratos registraram alta. O vencimento, março/10, fechou a US$ 172,95, com aumento de US$ 1,35. A maior alta foi registrada para os contratos com vencimento maio/10, de US$1,60, fechando a US$176,00.

No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do café fechou a R$ 278,55, alta de 0,39%, segundo o indicador Cepea/Esalq.

Acesse a tabela completa das cotações dos mercados futuro e físico aqui

Equipe CaféPoint, com informações do jornal Valor Econômico e InfoMoney.

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jose geraldo paiva
JOSE GERALDO PAIVA

VARGINHA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 03/12/2009

Concordo plenamente com a eliane. Ao meu ver deveria ser criado um dolar export, assim como tem dolar turismo etc.
Eliane de Andrade C. Nogueira
ELIANE DE ANDRADE C. NOGUEIRA

SÃO SEBASTIÃO DA GRAMA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 02/12/2009

Não precisa ser analista, nem economista, para chegar a conclusão que, com o nosso cambio ridículo não se remunera ninguem. Quem ganha como sempre são os capitais especulativos que não geram um emprego sequer. Vale mais a pena você ficar sentado na frente de um computador do que gerar emprego neste país....Vergonha , só isso que eu tenho a dizer...Revolta...