Café: Cooxupé prevê dificuldades para 2009

Os custos de produção subiram, mas as cotações do grão não acompanharam esse aumento na mesma proporção. "O produtor faria caixa para 2009, quando a safra deverá ser baixa, mas os preços do café não reagiram", diz o presidente da Cooperativa Regional dos Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), Carlos Alberto Paulino da Costa.

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Os custos de produção subiram, mas as cotações do grão não acompanharam esse aumento na mesma proporção. "O produtor faria caixa para 2009, quando a safra deverá ser baixa, mas os preços do café não reagiram", diz o presidente da Cooperativa Regional dos Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), Carlos Alberto Paulino da Costa.

O custo de produção do café varia de região para região. No entanto, em média, estima-se que o total alcançou cerca de R$ 300 a saca de 60 kg em 2008. Conforme Paulino da Costa, os preços dos fertilizantes subiram muito, por conta da alta do petróleo. Além disso, a mão-de-obra para colheita, que tem grande participação na formação do custo total de produção, esteve cara e escassa. Assim, com exceção de picos de alta e de baixa sazonais, as cotações do café no mercado interno em 2008 mantiveram-se praticamente estáveis entre R$ 250/260 a saca.

Com a crise, os preços das commodities caíram no mercado internacional, mas o café até que resistiu, "em parte porque a cultura já enfrentava baixos preços antes da crise", avalia Paulino da Costa. Os preços dos fertilizantes retrocederam depois da crise, acompanhando a baixa do petróleo. As compras do produto, no entanto, são limitadas diante do cenário de incertezas.

Paulino da Costa considera que existem propostas de medidas de apoio à cafeicultura, as quais devem ter como sustentação a redução da oferta e estímulo a uma alta de preço. A principal delas é a realização de leilões de opção de venda ao governo. A proposta já foi aprovada pelo Conselho Deliberativo de Política Cafeeira (CDPC), mas precisa ser referendada pela área econômica do governo. Em linhas gerais, seriam necessários recursos da ordem de R$ 1 bilhão, para retirar do mercado cerca de 3 milhões de sacas de café.

Outra medida em estudo é a conversão da dívida dos cafeicultores com pagamento em produto. A idéia é que os produtores destinem 5% da produção anual para o pagamento da dívida calculada até 31 de dezembro deste ano e o restante seja liquidado de acordo com o valor da dívida e do volume de café colhido pelo produtor mantendo a relação de 5% da produção. A dívida está estimada em R$ 2 bilhões.

O presidente da Cooxupé salienta que a dívida do setor é relativamente pequena, levando em conta o benefício em cadeia que pode proporcionar ao agronegócio. Ele pondera, no entanto, que o café, que já foi o principal item da pauta de exportação do país, tem perdido espaço no jogo de pressão política. As informações são da Agência Estado.
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João Carlos Remedio
JOÃO CARLOS REMEDIO

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 01/01/2009

A grande verdade é que o cafeicultor não está só em dificuldade, está à beira da falência. Espero que em 2009 as medidas em prol da cafeicultura saiam rapidamente do papel, não há mais tempo para falácias e promessas.

Para o cafeicultor, o ano de 2008 foi pra ser esquecido, tudo jogou contra. Que 2009 possa ser um ano de ressurgimento da cafeicultura, afinal, é uma atividade digna de atenção como outra qualquer. Feliz Ano Novo para todos nós.