Relatos históricos registram em 1912, no governo de Jerônimo Monteiro, o início da saga do café conilon no Espírito Santo. No início, duas mil mudas e 50 quilos de semente foram plantados e distribuídos para, já na década de 1980, o Estado tornar-se o maior produtor nacional da variedade. O Bandes acompanha essa trajetória, com linhas de financiamento voltadas para a modernização dda cafeicultura capixaba e para investimentos em novas tecnologias.
Nesse período, o conilon passou de veneno a grande expoente capixaba. Sua fama de vilão se espalhou de tal forma que, até meados da década de 1970, financiamentos para seu plantio não eram permitidos. Hoje, considerado caso de sucesso, técnicos de várias partes do mundo buscam no Estado detalhes sobre o cultivo e as tecnologias empregadas. É o caso, por exemplo, da Conferência Internacional de Coffea canephora, realizada no Centro de Convenções de Vitória, que termina nesta sexta-feira (15), e reúne participantes do Vietnã, Indonésia, França, Costa do Marfim e outras partes do mundo.
Com milhares de clientes ao longo de sua história, o Bandes viabilizou grande parte dos empreendimentos que permitiram o crescimento da economia do Espírito Santo e a expansão do cultivo da variedade, que em 2011 atingiu 8,1 milhões de sacas, para uma área plantada de 280 mil hectares. Esse marco representa 34% do PIB agrícola capixaba.
O Bandes e o desenvolvimento do Conilon no ES - Apesar de existir desde 1912, o cultivo comercial começou na década de 1970 com a decisão do Governo Federal de erradicar a lavoura de arábica que predominava no Espírito Santo em virtude da praga da ferrugem.
O Bandes teve participação fundamental nessa mudança e acabou sendo transformado pelo exemplo. Com um leque diversificado de soluções de crédito, com linhas de financiamento voltadas para geração de emprego, renda e competitividade da economia, permitiu a expansão do conilon para 64 municípios capixabas, multiplicando sua presença para 40 mil propriedades agrícolas capixabas, envolvendo diretamente 78 mil famílias e empregando cerca de 250 mil pessoas, conforme dados divulgados pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag).
"O Bandes, hoje, é um banco do pequeno, do microempresário, do interior do Estado, da agricultura familiar e do Nossocrédito", afirma o presidente da instituição, Guerino Balestrassi. "Éramos um banco a cara do grande empresário, do litoral, da Grande Vitória, hoje somos o banco do microcrédito, da agricultura familiar, do interior do Estado", completa o presidente.
O cultivo capixaba de café conilon saiu do seu plantio experimental em 1971, para atingir a marca de 72% da produção nacional, o dá ao Espírito Santo o título de maior produtor nacional dessa espécie, que hoje supera o marco de 7 milhões de sacas beneficiadas ao ano. O Sul do Estado também aproveita o desenvolvimento tecnológico da variedade e hoje já é responsável por 25% do plantio de café conilon capixaba.
As informações são da SEAG-ES e da Ascom Bandes, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Café conilon: tradição e tecnologia à disposição da sociedade capixaba
Relatos históricos registram em 1912, no governo de Jerônimo Monteiro, o início da saga do café conilon no Espírito Santo. No início, duas mil mudas e 50 quilos de semente foram plantados e distribuídos para, já na década de 1980, o Estado tornar-se o maior produtor nacional da variedade. O Bandes acompanha essa trajetória, com linhas de financiamento voltadas para a modernização dda cafeicultura capixaba e para investimentos em novas tecnologias.
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