Café começa o ano em alta
Uma série de fatores pode estar contribuindo para a reação dos preços. Em princípio, existe a perspectiva de que a oferta global este ano deve ser apertada em relação à demanda. No mercado interno, os produtores vendem apenas o necessário, pois as atuais cotações seriam insuficientes para cobrir os custos de produção.
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Uma série de fatores pode estar contribuindo para a reação dos preços. Em princípio, existe a perspectiva de que a oferta global este ano deve ser apertada em relação à demanda, já que a safra brasileira será inferior à do ano passado, em virtude da bienualidade da cultura.
No mercado interno, os produtores vendem apenas o necessário, pois as atuais cotações seriam insuficientes para cobrir os custos de produção. De acordo com analistas, o cafeicultor tem compensado a baixa rentabilidade com menos investimentos em tratos culturais.
Além disso, a oferta dos produtores tende a ocorrer aos poucos, para atravessar o período de entressafra, que vai até maio, em particular no Espírito Santo e em Rondônia, que colhem primeiro a safra de robusta. A desvalorização do real em relação ao dólar, no entanto, favorece as vendas de café brasileiro, que se torna mais competitivo no exterior.
O governo sinaliza medidas de apoio à cafeicultura, como a prorrogação das dívidas do setor, o que ajuda a restringir ainda mais a oferta do produto. A matéria, de Tomas Okuda, foi publicada no jornal O Estado de São Paulo, resumida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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