Hoje, em 90 países do mundo, a palavra Colômbia está associada a dois produtos: flores e café; esse último, o mais significativo da economia rural, sinônimo de qualidade e suavidade.
Assim, com a entrada do café nos mercados do Oriente Médio, os países do norte da África, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, onde se espera ter em funcionamento no mínimo 40 lojas Juan Valdez nos próximos anos, o café colombiano chega a 90 mercados.
Entre os principais destinos de cafés especiais, destacam-se Alemanha, Bélgica, Canadá, Estados Unidos, Espanha, França, Japão, Grã-Bretanha e Holanda. Outros, não menos importantes e mais exóticos são Arábia Saudita, Ucrânia e Tailândia e, inclusive, países produtores como Brasil e Indonésia; além disso, espera-se chegar a Malásia e a Brunei.
No entanto, assim como acontece com as flores, esses países, além de consumidores de café colombiano, são também pontos de reexportação do grão a destinos mais exóticos, não imaginados pelos mais de 550.000 cafeicultores do país.
Agora, além do “grosso” de café verde sem descafeinar, dos quais se exportaram 10 milhões de sacas em 2013, são exportados cafés com valor agregado sob a marca Juan Valdez Café, o liofilizado Buencafé e os chamados cafés especiais. Na Colômbia, pelo menos 130.000 produtores, 22% do total, estão dedicados ao cultivo de cafés especiais, em 322.363 hectares cultivados.
A participação desses no total das exportações do país se multiplicou por dois entre 2007 e 2013, passando de 6,8% para 12,7%, informou a Federação Nacional de Cafeicultores. Para esses, precisamente, seguirão obtendo prêmios nos preços nos mercados internacionais que pagam mais pela qualidade.
De acordo com os relatório da Organização Internacional de Café (OIC), nos últimos anos, o café colombiano tem recebido uma média de prêmio de 22% com relação a outros cafés suaves, fruto do esforço não somente dos produtores, mas sim, de uma sólida institucionalidade cafeeira por trás que promove e defende a origem Café da Colômbia.
Além da crescente cobertura no número de mercados, os volumes de venda também vêm crescendo nos últimos meses, uma das metas traçadas pela Federação para o ano que terminou. Esse desempenho positivo, disse a Federação, contrasta com o de competidores do café colombiano que têm sido afetados pelo fungo da ferrugem, como os países centro-americanos, onde a incidência da praga tem sido de 53%, sendo a pior vista desde que essa praga surgiu na região em 1976.
Segundo a OIC, os cálculos dos danos causados pela ferrugem do café na América Central indicam uma perda de 1,2 milhão de sacas, equivalente a 9,7% da produção regional no ano da colheita de 2013/14, o que reduz o volume de produção da região para 11,2 milhões de sacas.
A reportagem é do http://www.eltiempo.com, adaptada pelo CafePoint.
Café colombiano chega agora a 90 países
Com a entrada do café nos mercados do Oriente Médio, os países do norte da África, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, onde se espera ter em funcionamento no mínimo 40 lojas Juan Valdez nos próximos anos, o café colombiano chega a 90 mercados.
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