O café colombiano buscará conquistar em 2014 os mercados de Kuwait e Dubai para aproveitar “os paladares requintados e o poder aquisitivo” de mercados que demandam alta qualidade e estão dispostos a pagar melhores preços que os destinos tradicionais, disse o gerente da Federação Nacional de Cafeicultores da Colômbia, Luis Genaro Muñoz.
A Colômbia, maior produtor mundial de café arábica lavado, tradicionalmente exporta o grão aos Estados Unidos, Japão, Alemanha, Bélgica, Canadá, Inglaterra, Coreia, Espanha e França. A recuperação dos níveis históricos de produção na Colômbia em 2013, para 10,9 milhões de sacas de 60 quilos, impulsionada pelo bom clima e pela renovação de seus cafezais, foi ofuscada pelos baixos preços nos mercados internacionais, que caíram durante grande parte do ano, a mínimos desde março de 2007.
“A estratégia em que vamos insistir nesse ano é nos mercados especializados de melhor remuneração, de maior dinâmica, ou seja, formatos diferentes, consumos em casa, novas modalidades e expansão de lojas Juan Valdez”, disse Muñoz.
“Vemos muitas possibilidades nos mercados em desenvolvimento, por isso, vamos entrar, por exemplo, no Golfo Pérsico. Estamos aumentando fortemente a participação na Coreia, estamos mirando em mercados que não eram tradicionalmente consumidores de café”.
Muñoz também mencionou a Austrália e países da antiga União Soviética como mercados onde o café colombiano tem possibilidades de crescer pela qualidade que os consumidores exigem. Ele disse que a Colômbia buscará, em 2014, manter um nível de produção similar ao de 2013, mas aumentando a produtividade que ficou em 14,1 sacas por hectare no ano passado.
De acordo com Muñoz, nos Estados Unidos há atualmente um interesse renovado pelo café colombiano diante das dificuldades de outros produtores como Peru, Equador e países centro-americanos, o que também contribuirá para ganhar participação nesse mercado. “Isso traz oportunidade para a Colômbia de ser o ganhador, de recuperação de uma faixa de mercado que não tinha quando caiu sua produção”.
Ele estimou que durante todo o ano, os preços do café se manterão em níveis similares aos de 2013, em um mercado que se caracterizará pela alta volatilidade e que poderia se recuperar por uma baixa produção dos países centro-americanos, o que provocará uma queda dos estoques. A colheita dos países centro-americanos foi reduzida pelo fungo causador da ferrugem do café.
Muñoz advertiu que a Colômbia deve ser cuidadosa com uma proposta para cultivar café robusta em regiões planas de uma maneira tecnológica pelo impacto que poderia ter nos estoques e nos preços.
Finalmente, ele estimou um aumento de 100 lojas Juan Valdez, das 250 com as quais fechou 2013, o que significaria um aumento de 40% e contribuirá para conquistar mercados e posicionar a marca do café colombiano.
A reportagem é da Reuters, adaptada pelo CafePoint.
Café colombiano busca conquistar mercados exigentes do Golfo Pérsico
O café colombiano buscará conquistar em 2014 os mercados de Kuwait e Dubai para aproveitar "os paladares requintados e o poder aquisitivo" de mercados que demandam alta qualidade e estão dispostos a pagar melhores preços que os destinos tradicionais, disse o gerente da Federação Nacional de Cafeicultores da Colômbia, Luis Genaro Muñoz.
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