Café: colheita segue com dificuldade, preços sobem

De acordo com colaboradores do Cepea, a colheita no Cerrado mineiro, Alta Mogiana e a região de Garça (SP) foi intensificada nos últimos dias. Nestas regiões, entre 30% e 40% da produção foi colhida. A comercialização, no entanto, não ultrapassa 10% dos grãos colhidos. Preços futuros fecham com forte alta na sexta-feira, como reflexo dos leilões de compra que serão realizados pelo governo brasileiro para reter a oferta do grão no mercado doméstico.

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Nos últimos dias, produtores consultados pelo Cepea relataram dificuldades na colheita de café arábica no noroeste do Paraná devido às recentes chuvas. Por enquanto, por volta de 40% da safra local foi colhida e cerca de 20%, comercializada. Já as atividades de campo no Brasil seguem em bom ritmo nas principais regiões cafeicultoras.

De acordo com colaboradores do Cepea, a colheita no Cerrado mineiro, Alta Mogiana e a região de Garça (SP) foi intensificada nos últimos dias. Nestas regiões, entre 30% e 40% da produção foi colhida. As comercializações, no entanto, não ultrapassam os 10% dos grãos colhidos.

Segundo Aurélio Giroto, engenheiro agrônomo da Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Marília (Coopermar), na semana passada "o tempo deu uma firmada, mas a terra continua molhada e a secagem dos grãos está muito difícil". Ainda, de acordo com o engenheiro agrônomo da cooperativa, uma boa parte do café já está comprometida, e a qualidade dos grãos deverá ser afetada.

Preços

Os preços futuros do café fecharam com forte alta na sexta-feira, como reflexo dos leilões de compra que serão realizados pelo governo brasileiro para reter a oferta do grão no mercado doméstico. Em Londres, os contratos para setembro fecharam a US$ 1.456 a tonelada, com aumento de US$ 43. Em Nova York, os contratos para setembro fecharam a US$ 1,1870 a libra-peso, com aumento de 305 pontos.

Analistas ouvidos pela Bloomberg consideram que os leilões deverão reduzir a oferta de volume para exportação. O Brasil é o maior produtor e exportador mundial. "O plano do governo brasileiro deverá dar suporte aos preços", disse Chintan Pariskh, da CPM Group, de Nova York. No mercado interno, a saca de 60 quilos encerrou a R$ 245,26, segundo o índice Cepea/Esalq.

As informações são do Cepea, com excertos do jornal Valor Econômico e Agência Safras.
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