Café Coffee Day quer manter participação de mercado na Índia em meio ao interesse global

Com sua economia em desenvolvimento e status de crescimento no mundo a nível financeiro, a Índia é um país onde muitas companhias querem garantir um espaço nos negócios. Sendo a segunda nação mais populosa do mundo, é um local que provará ser muito valioso para os investidores nos próximos anos.

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Com sua economia em desenvolvimento e status de crescimento no mundo a nível financeiro, a Índia é um país onde muitas companhias querem garantir um espaço nos negócios. Sendo a segunda nação mais populosa do mundo, é um local que provará ser muito valioso para os investidores nos próximos anos.

Quando se fala de cafeterias e da crescente cultura do café, o país é dominado por uma série de grandes companhias, cada uma com suas bases próprias de poder em locais específicos. Uma dessas companhias é a Starbucks, rede de cafeterias com sede em Seattle que, como suas concorrentes, está planejando uma expansão. A Índia é um país maduro com potencial e representa uma nação cheia de oportunidades.

O consumo de café no país está aumentando. Dados divulgados sugerem que se as atuais tendências continuarem, a Índia consumirá mais café do que exporta dentro de uma década e, para um país que é constantemente classificado como um dos principais exportadores do mundo, esses dados mostram o quão popular a bebida está se tornando. Ainda, já firmemente estabelecida, está a cultura do café doméstico, que a Starbucks pode ter problemas em superar.

A Café Coffee Day (CCD) é atualmente a líder no mercado de cafeterias da Índia e se mantive otimista, mesmo com a presença da Starbucks no país. A marca estabelecida em Bangalore teve uma vantagem inicial gigantesca no que se refere ao conhecimento da marca, mesmo com a cultura ocidental se infiltrando no país, já que a vasta maioria da população de quase 1,2 bilhão de pessoas não conhecem a marca Starbucks. A CCD já tem mais de 1.500 lojas na Índia, comparado com 34 da Starbucks e, embora a companhia americana planeje expandir no país, a CCD planeja abri mais 500 novas lojas nos próximos 24 meses.

“Nós navegamos ao redor dos consumidores, não da competição”, disse o presidente de marketing da CCD, Ramakrishnan.

Sendo o principal nome nesse cenário, a base de consumidores da CCD traz muitos dentro da inchada classe média da Índia e eles sutilmente começaram a garantir a retenção desse fator demográfico, fornecendo produtos sob medida que estão se mostrando populares. Eles também estão fazendo mudanças para buscar aqueles que estão dispostos a gastar mais pela experiência do café premium, abrindo lojas que têm mais espaço, melhor mobiliário e preços mais altos; efetivamente mirando no tipo de consumidor que a Starbucks busca alcançar.

A Starbucks, que é sócia da Tata na Índia, abriu sua primeira loja há apenas 12 meses em Mumbai. A cidade tem o maior PIB da nação e a introdução da companhia foi um sucesso que levou a uma moderada expansão na cidade e em outros locais do país.

Com o chá ainda sendo a bebida dominante, mas o café levemente ganhando participação de mercado, existem muitas oportunidades de expansão. “O consumo ainda nascente de café da Índia deixa espaço para rivais como Starbucks e outras que queiram abrir uma cafeteria lá”. Porém, a entrada de uma rede global gerará mais interesse no café e expandirá mais a indústria. Uma indústria atualmente liderada pela CCD que já está pronta para enfrentar a gigante americana de igual para igual.

A reportagem é do http://www.worldcoffeepress.com, adaptada pelo CafePoint
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