Café Britt espera vender US$ 13 milhões esse ano na Colômbia

Com um plano de expansão de US$ 8 milhões em 4 anos, a companhia costarriquense, Café Britt, espera se converter em um participante importante no negócio de lojas de cafés especiais na Colômbia e espera que os consumidores locais, do país que é considerado o maior produtor de cafés suaves do mundo, descubram e aprendam a tomar a bebida que, atualmente, é mais apreciada no mercado externo do que no interno.

Publicado por: CaféPoint

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Com um plano de expansão de US$ 8 milhões em 4 anos, a companhia costarriquense, Café Britt, espera se converter em um participante importante no negócio de lojas de cafés especiais na Colômbia e espera que os consumidores locais, do país que é considerado o maior produtor de cafés suaves do mundo, descubram e aprendam a tomar a bebida que, atualmente, é mais apreciada no mercado externo do que no interno.

O diretor geral da Britt, Pablo Vargas Morales, compartilhou detalhes da operação que a companhia costarriquense adianta no país e antecipou alguns de seus desafios futuros.

“Na Colômbia, iniciamos operações há pouco mais de um ano e empregamos 135 pessoas de forma direta e mais de 500 indiretamente, graças à grande quantidade de fornecedores que temos. Nesse tempo, o investimento ultrapassa os US$ 5 milhões e, nos próximos 3 anos, contemplamos investimentos adicionais de US$ 3 milhões, porque vemos potencial no país e apostamos nisso. No momento, operamos duas lojas em Eldorado e outra em um hotel cinco estrelas”.

Quando questionado quando abrirão novas lojas, ele disse que estão sendo negociados com vários aeroportos, incluindo o José María Córdova. “Porém, ainda que tenhamos os planos, dependemos da existência de espaço nos terminais. É evidente que também queremos fortalecer a oferta que temos para os hotéis e restaurantes finos”.

Ele disse que a Colômbia produz bons cafés, mas os colombianos, em geral, não os conhecem. “O que acontece lá é que o melhor café é exportado e não consumido internamente, e o que desejamos é que o colombiano conheça o produto que tem. O viajante também sabe que a Colômbia é uma referência, mas até nos melhores restaurantes a variedade oferecida é limitada e queremos ampliar essa oferta”.

Ele disse que concorrentes como Starbucks ou Juan Valdez são positivos. “O que ocorre na Colômbia já ocorreu há algum tempo em outros locais e esse país está atrasado na cultura de tomar um bom café. Tudo isso favorece que as pessoas queiram tomar uma boa bebida, assim, as possibilidades de crescer são muitas”.

Em seu primeiro ano de operações na Colômbia, o Café Britt somou vendas de US$ 11 milhões e espera um crescimento de 20% esse ano, chegando a US$ 13 milhões. O café vendido por essa companhia é cultivado na Colômbia e, para isso, a empresa fez alianças com produtores locais em diferentes regiões. O processo de torrefação é feito por uma empresa de Quindío que cumpre os padrões da Britt. A meta é conseguir vendas de 100 toneladas de grão até outubro desse ano, entre as lojas e as exportações.

A reportagem é do www.elcolombiano.com, adaptada pelo CafePoint.
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