Nos últimos anos, o café brasileiro se valorizou no mercado internacional graças ao ganho de qualidade e novas estratégias dos produtores, como a comercialização escalonada, vendas antecipadas ou retenção em períodos de safra. Outro motivo é o reajuste de preço para compensar a valorização do real frente ao dólar.
Segundo reportagem de Viviane Monteiro, da Gazeta Mercantil, nos últimos seis anos o café nacional subiu de forma mais significativa do que o colombiano. Levantamento da Safras & Mercado mostra que entre 2000 e 2006 o preço do café do Brasil subiu 30,1%, enquanto o da Colômbia apenas 13,84%.
Com essa valorização, a diferença de preço entre o café brasileiro e colombiano caiu pela metade nesse período, de 28,4% para 12,3%. A média anual do preço do café colombiano era de 102,60 centavos de dólar por libra-peso em 2000, ao passo que o brasileiro era de 79,86, com uma diferença de 28,4%. Já no ano passado, a disparidade caiu para 12,3%, com preços respectivos de 116,80 e 103,92 de centavos de dólar por libra-peso.
Um dos responsáveis pela redução da diferença é o escalonamento da comercialização para conseguir uma remuneração melhor em relação aos concorrentes. Outro fator é que o cafeicultor está preocupado em melhorar a qualidade do produto, que garante uma remuneração de pelo menos 20% mais que os convencionais.
Segundo o gerente geral da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Gabriel Bartholo, o número de propriedades certificadas para a produção de café aumentam 15% ao ano, diz. Hoje o Brasil investe cerca de R$ 8 milhões no desenvolvimento do seu café.
Para o assessor técnico do Conselho Nacional do Café (CNC), que representa as cooperativas, Jaime Payne, a valorização se deve a um conjunto de medidas. Entre elas, a valorização do real frente o dólar, a partir de 2003, fator que fez o mercado reajustar o preço, de forma a compensar a perda cambial para incentivar o produtor a desovar a produção.
Café brasileiro obtém melhor preço no exterior
Nos últimos anos, o café brasileiro se valorizou no mercado internacional graças ao ganho de qualidade e novas estratégias dos produtores, como a comercialização escalonada, vendas antecipadas ou retenção em períodos de safra. Outro motivo é o reajuste de preço para compensar a valorização do real frente ao dólar.
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