Café: aumenta diferencial de preços entre arábica e robusta

Os preços do café arábica vêm registrando forte alta com a seca no Brasil que afeta importantes regiões produtoras do grão, como Minas Gerais. Mas os preços do café robusta também têm valorização com a postura retraída de vendas dos produtores vietnamitas que diminui a oferta do produto no mercado internacional, diz relatório semanal da Pharos Commodity Risk Management.

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Os preços do café arábica vêm registrando forte alta com a seca no Brasil que afeta importantes regiões produtoras do grão, como Minas Gerais. Mas os preços do café robusta também têm valorização com a postura retraída de vendas dos produtores vietnamitas que diminui a oferta do produto no mercado internacional, diz relatório semanal da Pharos Commodity Risk Management.

O fortalecimento do diferencial entre as cotações do arábica negociado na Bolsa de Nova York e do robusta, transacionado em Londres, pode provocar um aumento da demanda pelo robusta, diz a Pharos. Se grandes prejuízos nas lavouras brasileiras de arábica forem confirmados, o diferencial deve se manter elevado em relação aos últimos anos, diz a Pharos.

O diferencial chegou próximo dos 25 centavos de dólar por libra-peso em novembro do ano passado, mas vem aumentando com as rápidas valorizações do arábica. Esse spread encerrou a semana passada a 80,82 centavos de dólar por libra-peso, sendo que chegou a atingir na semana 83,83 centavos, o maior valor desde outubro de 2012.

Por outro lado, conforme a Pharos, há grande possibilidade de que o diferencial se enfraqueça, como resultado de um movimento de correção após a rápida e brusca valorização do arábica em Nova York e, consequentemente, do diferencial entre NY e Londres.

Se ocorrer um significativo aumento da demanda pelo robusta, a dependência pelo café do Vietnã deve aumentar, já que a produção da Indonésia enfrenta problemas de excesso de chuvas, o que reduzirá o volume colhido.

Por outro lado, pode abrir oportunidades de exportação ao conilon brasileiro, que também deve ser afetado pela estiagem, mas em menor escala do que o arábica, de acordo com o boletim da consultoria.

As informações são do Valor PRO, adaptadas pelo CaféPoint
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