Café atinge preços recordes em 2025 após mais de duas décadas, aponta Cepea

Arábica e canéfora renovam máximas reais com oferta global ajustada, perdas climáticas no Brasil e incertezas no Vietnã

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Depois de mais de duas décadas, o café voltou a operar em níveis históricos de preço. Em 2025, as cotações do arábica atingiram o maior patamar da série do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da USP), iniciada em 1999, enquanto o canéfora também renovou máximas reais, segundo o último relatório divulgado pela entidade, em 30 de dezembro.

No caso do arábica, a média registrada no início do ano foi de R$ 2.565,41 por saca, o maior valor real da série histórica. Já o canéfora alcançou R$ 2.001,42 por saca, recorde desde o início do acompanhamento do Cepea, em 2001.

De acordo com o relatório, a expectativa de uma safra brasileira maior de arábica sofreu reveses climáticos logo após o primeiro trimestre do ano. Um período de cerca de 30 dias de calor intenso e baixo volume de chuvas comprometeu o desenvolvimento dos grãos em praticamente todas as principais regiões produtoras do país.

A escalada dos preços também refletiu um quadro mais amplo de oferta restrita. A colheita brasileira, abaixo do volume de 2024/25, não foi suficiente para recompor os estoques globais, ao mesmo tempo em que o mercado acompanhava a expectativa de menor produção de robusta no Vietnã e o Brasil lidava com o tarifaço imposto pelo presidente dos EUA, em agosto — fatores que mantiveram as cotações acima de R$ 2.000 por saca em praticamente todo o ano, com exceção de julho, mês de pico da colheita.

Já o canéfora, mesmo com oscilações ao longo do ano, sustentadas por uma boa safra, manteve preços entre R$ 1.300 e R$ 1.500 por saca na maior parte de 2025. A elevada oferta, porém, fez o valor recuar para R$ 1.000 por saca em julho.

Nos últimos meses de 2025, analisa o Cepea, o mercado passou a se concentrar na próxima temporada. Os estoques ajustados, o desenvolvimento da safra 2026/27 no Brasil e a fase final da colheita no Vietnã voltaram a influenciar as cotações.

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Equipe CaféPoint

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